Lançada a maior base de dados sobre infraestruturas em Ásia

O Center for Strategic and International Studies, um dos maiores think tanks americanos, reforçou fortemente o seu projeto bandeira Reconnecting Asia com a assinatura no passado dia 17 de fevereiro em Washington DC de uma parceria com a Banco Asiático de Desenvolvimento, o Instituto do Banco Asiático de Desenvolvimento e o maior think tank asiático Think Asia.

Com esta parceria, o Reconnecting Asia passa a fornecer informação e mapas detalhados sobre infraestruturas de transporte, energia e outras na Ásia, fechando o gap de informação atualmente existente.

Mapping continental ambitions!

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É oficial! Portugal torna-se o 52.º acionista do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

Com o depósito no Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China dos respetivos Instrumentos de Ratificação e de Subscrição a 8 de fevereiro passado, Portugal tornou-se oficialmente o 52.º acionista do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura. A listagem completa de acionistas pode ser consultada aqui.

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Cinco dos 57 prospective founding members que assinaram o Acordo Constitutivo do Banco em junho de 2015 ainda não o ratificaram (têm até 31 de dezembro de 2017 para o fazer), designadamente África do Sul, Brasil, Espanha, Kuweit, e Malásia. 13 novos acionistas asiáticos, americanos, africanos e europeus, entre eles BélgicaCanadáTimor-Leste, deverão ainda somar-se ao Banco ainda este ano.

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Nova fornada de recrutamento de staff no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

O Asian Infrastructure Investment Bank, do qual muito temos vindo a falar no nosso blogue, e que conta para já com apenas 90 staff, divulga no seu site 17 novas vagas para staff altamente qualificado, nas mais diversas áreas do Banco. A sede é em Pequim.

São aceites candidaturas até 13 de fevereiro.

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Mais informações aqui.

 

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O Banco Mundial lança curso online gratuito sobre a maior história de desenvolvimento de todos os tempos: a Coreia do Sul

O Banco Mundial lança hoje um MOOC (Massive Open Online Course) de quatro semanas na plataforma edX sobre as Policy Lessons from South Korea’s Development“.

Video promocional aqui.

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Há sessenta anos, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres do mundo, destruída por uma guerra que resultou na divisão do país em dois. Muitos analistas políticos previam a sua absorção económica pela Coreia do Norte. Hoje, é a 11.ª economia do mundo, uma democracia e um Estado de direito vibrante (ver o recente caso de corrupção que envolve a Presidente Park Geun-hye) e um soft power emergente (ver o caso do k-pop).

As lições a retirar do processo de desenvolvimento da Coreia por parte de países de rendimento baixo e médio (e não só) são preciosas.

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E apenas tem um custo do vosso tempo de cerca de 4-5 horas semanais! (e o certificado por apenas USD 5!)

What you’ll learn

  • The factors that contributed to South Korea’s remarkable performance from the 1960s to the 1990s and how some of its policies could be applied to similar effect today
  • The strategies used to build a science, technology and innovation system and to nurture innovation capability
  • The forward looking developments promoting diversification into advanced manufacturing, tradable services and digital/green technologies
  • Current efforts to upgrade skills and productivity of an ageing workforce and the strengthening of a social safety net
  • The city of Songdo; the effectiveness, scalability and applicability of its green and smart technologies.
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Sabias que Angola foi o destino de 25% de todos os empréstimos da China em África entre 2000 e 2015?

Estas e outras conclusões quantificadas sobre o investimento chinês em África estão disponíveis na nova base de dados lançada ontem pela China-Africa Research Initiative da School of Advanced International Studies da Johns Hopkins University.

De entre as mais surpreendentes, as seguintes:

  • Who gets the Lion’s share of the Dragon’s loans?  Angola received 25% of all Chinese loans to Africa between 2000 and 2015, almost all of them backed by Angolan oil.
  • Bloomberg and Fitch, take note: Did China Eximbank really lend more than the World Bank in Africa? SAIS-CARI data shows cumulative 2001 to 2010 China Eximbank loan to Africa amount to only US$27.2 billion, not your figure of US$67.2 billion. The World Bank is still a larger lender than China Eximbank.
  • What do Chinese loans pay for in Africa? Transportation. Between 2000 and 2014, transportation received the largest share: US$23.6 billion worth
  • What are the biggest Chinese loan-financed infrastructure projects in Africa? No. 1: Kenya’s Mombasa-Nairobi Standard Gauge Railway Phase I, funded by US$3.6 billion worth of Chinese loans; No.2: Ethiopia’s Addis-Djibouti Railway, funded at US$2.5 billion. Both were signed in 2013.

A sessão de apresentação em Washington DC tinha por título: Policy Roundtable: How Chinese Money is Transforming Africa: It’s Not What You Think.

JH

 

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Primeira apresentação em Portugal da publicação bandeira do Banco Asiático de Desenvolvimento, o Asian Development Outlook

 

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O GPEARI do Ministério das Finanças e o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD), com o apoio do Instituto Superior de Economia e Gestão, vai organizar a primeira apresentação em Portugal da publicação mais emblemática do Banco Asiático de Desenvolvimento, o Asian Development Outlook.

Esta publicação, que em 2016 analisa 45 economias asiáticas, para as quais inclui projeções de crescimento por país e por região, com particular destaque para a República Popular da China e a Índia, será apresentada pelo Economista-chefe adjunto do BAsD, Juzhong Zhuang, que irá revelar as principais conclusões do estudo realizado sobre o potencial de crescimento da região da Ásia e do Pacífico.

O evento irá ainda contar com a presença de outros oradores conceituados do meio académico e empresarial nacional.

Fica aqui o convite para quem queria estar presente.

 6 de abril de 2016

10:30 – 12:30

ISEG – Anfiteatro 1, Edifício Quelhas. Rua do Quelhas 6, Lisboa

 Inscrições e informações adicionais: vanessa.rei@gpeari.min-financas.pt.

 Organização:

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A China já emprestou o dobro à América Latina do que todo o resgate da troika a Portugal

Este montate é especialmente relevante se considerarmos que Portugal era até há bem pouco o maior devedor do FMI

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Vejamos como.

Sai Cristina Kirchner da Casa Rosada. Acabam 12 anos e meio de Governo do casal Kirchner. Mauricio Macri, antigo Presidente do Boca Juniors e com um partido fundado em 2005, consegue algo que parecia impossível um ano antes nas sondagens e torna-se Presidente da República Argentina a 10 de dezembro passado. Seis dias depois, o Ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay, cumpre o seu programa eleitoral e anuncia o final das limitações à compra de dólares americanos no país estabelecido em 2011 pela anterior Presidente. O peso argentino depreciou até 40% nos dias seguintes. Macri fala de uma “depreciação controlada”, mas para controlar o ritmo da depreciação precisa de divisas.

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Surge mais uma vez a necessidade da Argentina recorrer a fontes adicionais de divisas externas para fazer face à queda do peso, em particular de dólares americanos.

Quais seriam as fontes tradicionais? O FMI não, claro. Por razões ideológicas, pelos recentes incumprimentos do lado argentino e pela reputação, péssima, daquela instituição junto dos argentinos pelas suas políticas no passado recente. Os EUA, como fonte primária de dólares americanos, também não. O pedido de assistência argentino e as negociações bilaterais a decorrer atualmente entre ambos os países não deverão produzir acordos significativos, dado o atual timing político americano. A Europa? O défice de financiamento de muitas das suas economias impedem-na de se aventurar em apoios externos. Os seus vizinhos latino-americanos? Por dimensão, o México e o Brasil poderiam ser uma opção, mas, para além da forte rivalidade entre ambos os países, este encontra-se em recessão profunda.

Quem resta para ajudar o Banco Central da Argentina a controlar o ritmo da depreciação da sua moeda?

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Mais uma vez, a China salva a Argentina. Já em 2014, no seguimento do acórdão do tribunal norte-americano contra o Governo argentino e em favor dos fundos abutres, o Banco Popular da China tinha acordado com o seu análogo argentino uma troca de yuans y pesos no montante de USD 11 mil milhões (cerca de 5% do PIB português). As condições? Essas divisas apenas poderiam ser usadas para importar produtos chineses (segundo parceiro comercial argentino) e pagariam juros anuais de 4% na divisa norte-americana. Na passada terça-feira, a China concordo em trocar USD 3,1 mil milhões de yuans que a Argentina possui para dólares norte-americanos como primeira tranche da ajuda.

Resultado, a comunicação social, apesar do normal impacto deste tipo de depreciações na inflação, fala numa das “mais tranquilas depreciações de que há sinal”.

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Mais um passo na hegemonia económica da China na região da América Latina. O gigante asiático, com acordos de livre comércio em vigor com Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Perú, e Venezuela, entre outros, é já o maior financiador da região, superior à soma do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. USD 75 mil milhões (equivalente ao resgate da troika a Portugal em 2011) apenas entre 2005 e 2011, com condicionalismos facilmente aceitáveis por contrapartida a matérias-primas e petróleo e com condições financeiras mais favoráveis do que estes últimos.

Mas também mais um passo na cada vez maior preeminência da China nas finanças internacionais que terá como corolário a inevitável internacionalização do renminbi. Desde o início da crise financeira global em 2008, a China assinou mais de 40 acordos bilaterais de troca de moeda, com a União Europeia, Rússia, Canadá, Brasil, Argentina, Japão ou Paquistão, entre outros. Agora que a moeda chinesa faz parte do cabaz de moedas de reserva do FMI, a China abre centros financeiros por todo o mundo para promover o comércio e a emissão de dívida pública e privada em yuans. Uma primeira colocação ocorreu na city londrina em outubro passado. Várias praças financeiras rivalizam por ser o segundo local europeu de emissão de dívida em yuans, entre eles Lisboa.

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Interesting times to come.

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