Pequim planeia passar a ter apenas taxis elétricos

O jornal económico chinês em língua inglesa National Business Daily, com sede em Shanghai, uma tiragem diária de cerca de 500 mil exemplares e cerca de 500 mil visitas únicas diárias ao seu portal, fazia eco há poucas semanas de um plano para dar início a uma transformação faraónica da frota de 70.000 taxis de Pequim (22 milhões de habitantes), de combustíveis fósseis a energia elétrica, com início ainda este ano, em 2017.

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Se aprovada, a norma fará com que toda entrada ou reposição de taxis já existentes só possa ocorrer com automóveis elétricos.

Este plano abrange ainda outras áreas limítrofes como sejam a urbe de Tianjin (16 milhões de habitantes) e a província de Hebei.

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Estima-se que esta transformação irá gerar um mercado avaliado em cerca de USD 1,3 mil milhões, cerca de cinco vezes o PIB português e montante equivalente ao PIB espanhol.

Este plano representaria não apenas um contributo essencial para diminuir a poluição atmosférica observada na cidade, como colocaria também Pequim à frente mundial do mercado de taxis elétricos, algo que ocorre já ao nível dos automóveis privados comerciais.

A Reuters referia a este respeito há umas semanas como a China compra (e produz) mais carros elétricos do que o resto do mundo combinado. A grande maioria destes carros, de facto, são produzidos domesticamente, com uma dimensão e uma autonomia inferiores aos modelos da Nissan, BMW ou Tesla que vemos com mais regularidade na Europa, mas também um custo mais reduzido.

Carros elétricos chineses

Os principais obstáculos a esta decisão são (i) o elevado preço dos carros elétricos na China, duas vezes em média o valor dos automóveis de combustão fóssil, e (ii) a necessidade de multiplicar exponencialmente os postos de carga atualmente existentes.

No primeiro dos casos, não está totalmente fora de causa a subsidiação por parte das autarquias locais, enquanto no segundo, acreditamos que a decisão política de transformação radical do panorama automóvel da cidade, caso se concretize, poderá até servir de chamada ao setor privado para também operar neste mercado.

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