Universidades ensinam portugueses a fazer negócios da China

Excelente artigo da Carla Castro no Económico online sobre como as universidades portuguesas estão a adaptar-se para responder à procura de direcionamento por parte de empresas sobre como fazer negócios na China, começando pelo ISEG ao Lisbon MBA, passando pelo ISCTE, Universidade Nova, Universidade Católica, Universidade do Porto, Universidade de Coimbra…

Aprender a fazer negócios na China

 

A China está na moda. A par dos negócios ou por causa deles, há cada vez mais pessoas a quererem aprender a língua e pais que põem os filhos desde tenra idade a estudar mandarim. As universidades não podiam ficar fora deste mundo de oportunidades que emerge do Oriente e estão a aumentar os laços com o país: seja através de intercâmbio de alunos e professores, workshops e conferências dedicados ao tema e mesmo visitas dos alunos à China para conhecerem melhor este mercado cheio de potencialidades e as suas elites empresariais.

Neste momento, está na China um grupo de alunos do ISEG. São estudantes de mestrado e pós-graduação em Ciências Empresariais e Marketing que vão ficar 13 dias naquele país numa visita que se realiza anualmente em parceria com a Ordem dos Economistas e inclui Pequim, Dalian, Chonging, Macau e Hong Kong para conhecer o percurso das empresas nacionais e as parcerias económicas e empresariais. Otema destas viagens muda todos os anos e este ano é dedicada ao marketing. “Organizamos esta viagem como forma de abrir horizontes para a economia chinesa, que é muito importante para a exportação e captação de investimento estrangeiro”, afirma Fernanda Ilhéu, a professora do ISEG coordenadora desta viagem, que é também a responsável do China Logus, um núcleo de consultoria do Centro de Estudos de Gestão desta faculdade.

Chinalogus

“A China tem um potencial de mercado elevado, que é pouco conhecido em Portugal. As empresas cometem com frequência erros de abordagem a este mercado. É preciso ir lá, ver e interiorizar o que lá se passa, in loco. Daí a importância deste tipo de visitas”, acrescenta Fernanda Ilhéu, que viveu 18 anos em Macau e foi durante 11 anos directora da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa. A responsável destaca, por exemplo, erros que se cometem na escolha do local onde se desenvolve a actividade, na escolha dos parceiros, adaptação do produto às características do consumidor local, etc. “Muitas vezes descuidam-se factores culturais”, exemplifica.

“Temos de agarrar o interesse que os chineses viram em nós”
“Os chineses viram interesse no nosso país. Começamos a ter grandes investidores chineses a vir para cá. Temos de agarrar esse interesse”, conclui a mesma responsável.

No The Lisbon MBA há uma parceria com a Universidade Fudan de Xangai, através da qual os alunos e professores trabalham conjuntamente com os alunos e professores chineses num projecto real de uma empresa na China. Os alunos vão duas semanas para a China e depois os chineses vêm cá duas semanas. “Temos sempre uma empresa que procura resposta para um problema. Ou seja, quer desenvolver um programa para crescer na China e é nisso que os alunos portugueses e chineses trabalham em conjunto. Este ano foi a Sumol-Compal”, afirma Anabela Possidónio, directora do The Lisbon MBA. “Os alunos vão perceber como funciona o mercado chinês para trabalharem a internacionalização da empresa para este mercado”, acrescenta.

The Lisbon MBA

Para esta responsável, as relações, que eram muito incipientes, entre Portugal e a China “estão agora mais na mente dos chineses”.

O ISCTE tem diversos protocolos de intercâmbio de alunos e professores com universidades da China, incluindo dois programas de doutoramento reconhecidos pelo Ministério da Educação chinês. “Essa fórmula tem vindo a criar no ISCTE uma massa crítica de conhecimento sobre diversos aspectos da economia e da vida empresarial chinesas”, afirma Luís Reto, reitor do ISCTE-IUL.

Na Nova SBE existe um módulo chamado “Doing Business with China”, “que descodifica práticas essenciais ao sucesso empresarial naquele lado do mundo”, e que inclui viagens de estudo à China, diz Elizabete Cardoso, a directora de Desenvolvimento de Novos Programas desta faculdade. A Católica-Lisbon SBE, que detém 50% da Universidade de São José em Macau,além de parcerias com outras instituições na China, está a assistir a “muita procura de destinos no Oriente para intercâmbio por alunos não portugueses”, destaca Ricardo Reis, director adjunto para as Relações Internacionais desta faculdade. AFaculdade de Economia da Universidade do Porto tem parceria com a HSBC Business School da Universidade de Pequim e com a Universidade de Zehjiang. A Universidade de Coimbra tem protocolos de cooperação e intercâmbio com 13 instituições de ensino superior na China e em Macau.Desvendar este mercado parece, assim, ser o lema na generalidade das universidades.

Universidades portuguesas na China

Esta entrada foi publicada em China, Portugal com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s