Tajiquistão? Sim, o Tajiquistão

A edição online do Financial Times de ontem dedicava um artigo extenso e muito interessante ao Tajiquistão. Sim, ao Tajiquistão. Denomina-o a nova fronteira de investimento.

Mapa do Tajiquistão

Aborrecido do Botswana, cansado com a Tunísia e a Mongólia? O Tajiquistão pode ser o próximo destino para o seu investimento”, refere o jornal financeiro mundial por excelência.

O governo acaba de organizar a sua primeira conferência de investimento de toda a sua história, que contou com a participação de 600 exportadores.

O país terá em breve a sua primeira notação soberana, pela Standard & Poor´s, algo que os mercados interpretam como um prelúdio a uma emissão de dívida.

Com uma dimensão semelhante a Portugal, oito milhões de pessoas, mas com um PIB de cerca de 9 mil milhões de dólares, é um dos trinta países mais pobres do mundo em PIB per capita. Não é de facto um destino óbvio de investimento. Corrução endémica (o governo norte-americano define o país como uma cleptocracia), falhas no fornecimento de eletricidade, sistemas regulatórios e fiscais pouco estáveis, uma excessiva dependência da Rússia e concorrência de empresas chinesas com fortes ligações políticas não ajudam.

Cleptocracia

No entanto, está a crescer rapidamente. 7,4% em média nos últimos três anos. Tem uma das maiores reservas mundiais de prata, bem como reservas muito amplas de ouro. É também o maior produtor mundial de antimônio fora da China, um metal com importantes aplicações estratégicas. A Total francesa, a CNPC chinesa e a Tethys canadiana começaram a explorar no ano passado um depósito de gás natural que pode tornar-se na principal receita do país. A terra é altamente fértil para a exploração agrícola. Se isto não fosse suficiente, o Tajiquistão tem um dos maiores recursos potenciais em hidroeletricidade do mundo: um potencial de 527 mil milhões de kilowatts/hora ao ano segundo o Governo do Tajiquistão, um montante equivalente a mais de cem vezes a famosa barragem de Hoover, no rio Colorado. E apenas está a explorar cerca de 5% do seu potencial. A situação geográfica, no meio do corredor da seda, e de ponto de passagem entre a China, o Afeganistão e a Rússia é outro aspeto favorável.

Barragem Hoover

Mas é o forte empenho do Governo em atrair investimento estrangeiro que pode provocar uma mudança. Para já, e ainda muito haja para fazer, foi criada uma loja de paragem única para o registo de novas empresas.

Um país a acompanhar nos próximos anos.

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