O que Walter Mitty e as Filipinas têm em comum?

Visitei Tacloban, nas Filipinas, em meados de março.

Trata-se da zona zero do tufão mais potente a alcançar terra desde que há registos. A sua passagem em Dezembro deixou cerca de oito mil mortos.

tufão Yolanda

Irei escrever em breve sobre a minha experiência, o que aprendi e o que as pessoas me transmitiram. Verdadeiras histórias de superação humana.

Mas antes, e como forma de introdução, gostava de partilhar uma outra história humana sobre os efeitos do furacão Yolanda que começa muito longe de Tacloban. Em Manhattan, Nova Iorque Obrigado ao Michael Rattinger por partilhar a história connosco).

Casey Neistat

Cinco dias depois de Yolanda ter deixado o seu rasto de destruição por em Tacloban, o realizador Casey Neistat recebia uma encomenda para filmar um video promocional para o novo filme da 20th Century Fox, “A vida secreta de Walter Mitty”. O filme tenta com humor motivar e inspirar a que cada um de nos faça seguir pelo menos um dos nossos sonhos e fazer algo que nunca fariamos.

A vida secreta de Walter Mitty

A resposta de Casey foi sugerir que os 20 mil dólares orçamentados fosse utilizados em apoio às vitimas do tufão Yolanda nas Filipinas. E a resposta foi positiva. Três dias depois, Casey Neistat estava a caminho de Tacloban, sem nenhum tipo de preparação.

O resto da história segue aqui…

Obviamente, muitas considerações podem ser feitas sobre a atuação de Casey Neistat. Atuou precisamente da forma que não se deve atuar em termos de desenvolvimento e de ajuda de emergência. Não houve qualquer tipo de coordenação com as entidades locais nem com outros parceiros de desenvolvimento. Não houve qualquer tipo de levantamento das necessidades. Não houve qualquer tipo de seleção e de triagem das pessoas a serem assistidas. Possivelmente as pessoas que receberam a ajuda nem sequer eram as que mais precisavam. Possivelmente os recursos que este tipo de “turismo de catástrofe” consomem (alojamento, transporte) poderiam ser melhor utilizados se coordenados.

Precisamente nesta ida a Tacloban, coincidi com uma turma de estudantes americanos que tinham decidido voar desde os Estados Unidos para estarem uma semana em Tacloban a construir casas, claro que sem nenhum tipo de coordenação local e a ocupar metade dos quartos de um dos poucos hotéis ainda em pé na cidade…

A passagem do tufão Yolanda

Mas a história não deixa de ter o romanticismo, e com certeza que outras pessoas que viram o vídeo se sentiram motivadas a apoiar de alguma forma os esforços de reconstrução.

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