A Índia avança mesmo com uma missão a Marte

Apesar das críticas de que o montante dispendido com este projeto poderia ser melhor utilizado em escolas, saneamento público ou em lutar contra um dos maiores índices de malnutrição infantil do mundo, a Índia avançou mesmo com a sua primeira missão interplanetária no espaço. Quando alcançar Marte, a 780 milhões de quilómetros de distância e dentro de cerca de 300 dias, a Índia tornar-se-á no quarto programa espacial a visitar o planeta vermelho, após a União Soviética, os EUA e a Europa.

A India em Marte

Tablóides britânicos publicavam ontem a notícia com cabeçalhos como “A Índia envia uma nave espacial a Marte enquanto o Reino Unido fornece 280 milhões de libras anuais em ajuda ao desenvolvimento àquele país”.

O custo da missão deverá ter alcançado cerca de 45 milhões de libras, um sexto da assistência britânica. Em total, o custo histórico do programa espacial indiano estima-se em 600 milhões de libras.

O Reino Unido tinha já anunciado há um ano a sua intenção de deixar de alocar fundos de ajuda pública ao desenvolvimento ao gigante asiático a partir de 2015. Em resposta, o então Ministro das Finanças indiano, Pranab Mukherjee, tinha referido que o Reino Unido representava apenas “um amendoim” na despesa indiana de desenvolvimento.

Amendoins

O Governo indiano justifica a missão com o seu potencial de criar um elevado número de empregos altamente qualificados para cientistas e engenheiros, bem como pelas aplicações tecnológicas das experiências conduzidas em Marte (estudo das marés, das tempestades ou da deslocação dos bancos de pesca). Também pela imagem de potência tecnológica mundial e o sentido de patriotismo e orgulho que o lançamento tem despertado junto da juventude indiana. “Capturar e despoletar as jovens mentes indianas em todo o planeta será o maior retorno da missão”, ouvia-se no centro de lançamento na ilha de Sriharikota, na costa leste indiana, da boca do diretor da missão. A Índia consegue assim ultrapassar as restantes potências asiáticas na corrida ao espaço: China, Japão, e Coreia do Sul, entre outros.

A Índia, sem dúvida, pela sua dimensão, são muitos países dentro de um só.

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