Relatório 383: Como Reformar a Economia Chinesa

Li Keqiang - Summer Davos Forum - Dalian-ChinaEm Novembro, os líderes chineses irão discutir a agenda da reforma económica que, espera-se, vir a orientar as políticas públicas do país nos próximos dez anos e a sustentar o que já se chama de Likonomics.

O Centro de Investigação de Desenvolvimento do Conselho de Estado chinês acaba de lançar o “Relatório 383” e as suas recomendações para o que devem ser as prioridades económicas do país na próxima década, anuncia o Wall Street Journal no seu blogue China Real Time Report. Este Centro é visto como um dos representantes das vozes reformistas na administração chinesa. Em 2012, em conjunto com o Banco Mundial, esteve por detrás de um outro relatório intitulado “China 2030” e que apresentava um caminho para a reforma do país.

O Wall Street Journal diz que muitas das sugestões do “Relatório 383”reflectem o “China 2030”. Mas porquê “Relatório 383”?

O primeiro 3 diz respeito a 3 conceitos-chave, o 8 ao número de áreas que devem ser reformadas e o último 3 ao número de combinações de reformas correlacionadas.

Os 3 conceitos-chave são: 1) melhorar o sistema de mercado; 2) mudar o papel do governo; e 3) ajustar a estrutura empresarial.

As 8 áreas de reforma são: 1) reforma do governo; 2) quebra dos monopólios; 3) reforma das terras; 4) reforma financeira; 5) reforma fiscal; 6) reforma da gestão dos bens estatais; 7) reforma do sistema de inovação e 8) mais políticas de porta aberta.

As 3 combinações de reformas correlacionadas são: 1)fortalecimento da competição; 2) fortalecimento da reforma da segurança social; e 3) fortalecimento da reforma das terras.

Mas como pergunta Susan Shirk, uma das reputadas especialistas sobre a China: serão os líderes chineses capazes de obter o apoio necessário para a implementação das reformas ?

Sobre Luis Mah

Investigador no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CESA) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa. Sou também professor auxiliar convidado no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa (UCP).
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