Os chineses compram a Ucrânia

Esta semana ficamos a saber um novo número sobre a presença chinesa no mundo.

30.000

30.000 são os quilómetros quadrados de terras aráveis que o Estado chinês adquiriu na Ucrânia. Estamos a falar de 5% da Ucrânia e 9% das suas terras aráveis, algo assim como uma Bélgica, uma Armênia ou um Massachussets inteiro.

Campos na Ucrania

Embora o parceiro ucraniano (a sociedade estatal KSG Agro) não confirme ainda o acordo de concessão das referidas terras por um período de 50 anos, as necessidades alimentares da China parecem ter alcançado um ponto no qual o Estado não tem aparentemente outra escolha que começar a cultivar fora das suas fronteiras. O país mais populoso do mundo é responsável por 20% do consumo mundial de recursos alimentares, muito embora apenas produza internamente cerca de metade desse consumo.

A principal razão prende-se com os problemas graves observados nas fontes aquiferas chinesas. Em termos per capita, os recursos aquiferos na chinesa representam cerca de um quarto da média mundial. Oito das 28 províncias chinesas são tão desérticas como a Jordânia ou a Síria, segundo a China Water Risk, com sede em Hong Kong. O sector agrícola é responsàvel por cerca de 60% da água consumida na China. Para piorar a situação, mesmo naqueles sítios em que existe água, esta encontra-se tão poluída que não pode ser utilizada. Cerca de 40% da água dos maiores rios da China é tóxica ao ponto de não poder entrar em contacto com os seres humanos.

Poluição nos rios chineses

A Ucrânia deverá receber pela concessão cerca de 3 mil milhões de dólares para desenvolver a sua indústria agrícola e melhorar a sua rede rodoviária.

Mais informação sobre o acordo na Ucrânia aqui.

Esta entrada foi publicada em Arménia, Bélgica, China, Hong Kong, Líbano, Síria, Ucrânia. ligação permanente.

3 respostas a Os chineses compram a Ucrânia

  1. Ao menos podiam ser um exemplo para o mundo investindo em tecnologias limpas…. assim na Ucrânia só irão repetir os erros que cometeram no seu próprio território !

    • Enrique Galán diz:

      Muito obrigado pelo comentário e pelo interesse no blogue. Concordo com as suas palavras. No entanto, a principal preocupação chinesa é a de ressolver um problema de grande desadequação entre a oferta e a procura do consumo de produtos alimentares na China, e, com ela, “evitar fazer ondas”.

  2. Pingback: China compra 30 mil quilómetros quadrados de terras aráveis na Ucrânia | Green Savers

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