Uma proposta revolucionária

Uma congressista filipina propos ontem reduzir a idade obrigatória de reforma dos funcionários públicos dos atuais 65 anos para … 55 anos!!

Congressista filipina Maria Carmen Zamora A congressista Maria Carmen Zamora, em representação do Compostela Valley, justificou a sua proposta para fazer face à “fraca rotação de recursos humanos na administração pública”. Segundo Zamora, “mais reformados implica maiores oportunidades de emprego para os desempregados”. Mais ainda, a congressista afirma que a atual lei está a afetar a produtividade da administração, dada a “existência de estudos que demonstram que indivíduos com mais de 50 anos têm tendência a ver diminuídas as suas capacidades cognitivas e físicas”. Também pelo facto de estes terem mais dificuldade em se adaptarem às novas tecnologias.

Há muitas razões pelas quais a argumentação de Zamora pode e deve ser contestada, mas não deixa de ser um sinal interessante de como as preocupações em muitos países da Ásia diferem daquelas hoje observadas na Europa.

Differente

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4 respostas a Uma proposta revolucionária

  1. Artur Cima diz:

    É uma proposta respeitável mas um pouco demagógico e populista, mas Bom, não há nada como testar empiricamente as formulas. O modelo social europeu tem no feito ao longo das ultimas décadas e quase todos os países tem chegado à conclusão que a solução para pensões (idade de reforma) deve ser seguir a esperança media de vida, isto é uma nação e sua sociedade não tem capacidade para sustentar uma população em que a vida activa representa menos de metade da sua vida efectiva.
    Desemprego combate-se com ganhos de produtividade, incentivos ao empreendedorismo, menos burocracia, melhor justiça e mais confiança para sector privado investir de forma a potenciar a geração de postos de trabalho.

    • Enrique Galán diz:

      Caro Artur, muito obrigado pelos comentários e pelo interesse no blogue. Não poderiamos concordar mais contigo. No entanto, o propósito último do post não seria o de inaugurar um debate sobre os aspectos menos positivos da proposta, mas antes mostrar como, por oposição à Europa e a muitos outros países desenvolvidos, muitos países da Ásia, especialmente do sudeste asiático, ainda estão numa fase muito incipiente do dividendo demográfico, como as discussões políticas subjacentes são diferentes e como é importante para nós compreender esse tipo de diferenças. Um abraço amigo.

  2. Bartolomeu Lança diz:

    Este tipo de iniciativa deve chocar as mentes com maior resistência à mudança, o que se verifica em maior número dentro das organizações politizadas. Numa perspectiva de inovação, este tipo de proposta faz sentido, desde que, existam mecanismos para que os ‘reformados’ possam ter participação activa.
    De acordo com o psicólogo do desenvolvimento, Erik Erikson, à medida que envelhecemos, a avidez de significado intensifica-se, tornando-nos mais vivos. A teoria de EE explica que cada humano saudável atravessa oito estádios de desenvolvimento. O sétimo ocorre normalmente entre os 40 e os 64 anos e centra-se na “generatividade”, que, contrariamente à crença social, não é um período de estagnação, mas sim de produtividade e criatividade, incluindo um forte compromisso para ensinar e apoiar as gerações seguintes. Os indivíduos nesta etapa de desenvolvimento estão extremamente motivados para gerar valor, não apenas para si próprios como também para os outros.

    Sobre a idade.
    A idade média de um empreendedor de sucesso em sectores de grande crescimento como a informática, os cuidados de saúde e a indústria aeronáutica, é de 40 anos. Acima dos 50 anos, os empreendedores de sucesso são o dobro dos que têm menos de 25. Os dados da Fundação Kauffman indicam que a maior taxa de empreendedorismo na América passou para o grupo etário 55-64, tendo as pessoas acima dos 55 quase o dobro da probabilidade de fundarem empresas de sucesso, em comparação com as do grupo 20-34.

    Desconheço a realidade social e humana de Compostela Valley. Na Europa, parece-me que está a faltar inteligência organizacional, uma vez que se dá preferência ao status quo em detrimento da avidez, da perícia e do talento que tem sido descurado, mas que está pronto a servir, e, aqui o velho continente estará com os melhores “atletas” para a competição da mudança, já que, a sua população está cada vez mais envelhecida.

    keep up tha good work
    abcs
    BL

    • Enrique Galán diz:

      Caro Bartolomeu,
      Muito obrigado pelo comentário e pelo interesse no blogue. Os dados e estudos que referes são muito interessantes!
      Cumprimentos

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