A soft war japonesa, chinesa e coreana pelo domínio do sudeste asiático

No seguimento do post do Luís sobre o regresso do Japão ao sudeste asiático, quis partilhar este artigo de Ben Bland publicado na edição asiática do Financial Times de 1 de agosto que tive o gosto de ler aquando da minha viagem de regresso à Europa.

“Rikkho Sinurat tinha começado a estudar japonês no secundário apenas por ser fã do Dragon Ball e por gostar da banda desenhada manga. No entanto, decidiu continuar a estudar japonês na faculdade por razões menos triviais.

Dragon ball

“Queria estudar francês na universidade, mas os meus pais convenceram-me a apostar no japonês pela quantidade de empresas nipónicas a operar no país”, refere o jovem de 23 anos, que agora trabalha no escritório da Pacific Metals, um produtor japonês de níquel, em Jakarta.

A popularidade da cultura japonesa junto dos jovens e o ressurgir do investimento japonês na região (empresas japonesas como a Toyota, a Suzuki e os retalhistas Uniqlo e Aeon investiram mais de 2,3 mil milhões de dólares na primeira metade de 2013, i.e. mais do dobro do montante investido no mesmo período do ano anterior) tem feito disparar o número de indonésios a estudar japonês para máximos históricos. Este fenómeno tem sido reforçado de forma inteligente pelo Governo nipónico, que tem apostado fortemente no lançamento de livros de ensino e na formação de professores naquele país.

Fundação Japão

Segundo a Japan Foundation, instituto análogo ao Instituto Camões no Japão, a Indonésia é o país do mundo com o maior número de estudantes de japonês como língua estrangeira, com cerca de 872 mil. Quatro vezes mais que há seis anos. Apenas o mandarim supera o japonês como língua estrangeira da região mais estudada na Indonésia.

O mesmo se passa globalmente. O número de estudantes de japonês como língua estrangeira aumentou 9% entre 2009 e 2012, para cerca de 40 milhões. Mas este tem sido superado amplamente pelo ritmo de crescimento do mandarim, que ultrapassavam os 50 milhões em 2012 segundo o Instituto Confúcio.

Estudar chinês

Muito embora o inglês continue a ser a primeira língua estrangeira no sudeste asiático, muitos têm sido os esforços da China, Japão e Coreia do Sul para promover as suas culturas e línguas nos países da ASEAN, com especial relevo para a Indonésia, com 250 milhões de habitantes e uma das maiores taxas de crescimento económico do mundo.

As estrelas da K-pop, como Super Junior, têm Indonésia como o seu principal mercado além fronteiras. Jakarta vai receber o primeiro torneio oficial de sumo fora do Japão dos últimos cinco anos.

O impacto económico deste soft power tem sido significativo. O sucesso do K-wave coreano (vejam-se os exemplos da música, das telenovelas ou dos desenhos animados para crianças) tem apoiado a expansão das indústrias locais, como por exemplo a dos cosméticos.”

Cultura coreana

Anúncios
Esta entrada foi publicada em ASEAN, China, Coreia do Sul, Cultura, Indonésia, Japão. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s