Como a Three Gorges pode perder o título de maior barragem do mundo…. para a China Three Gorges

Após a conclusão de várias rondas de negociação da República Democrática do Congo com instituções financeiras multilaterais e bilaterais (Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Agência Francesa de Desenvolvimento, Banco Europeu de Investimento e Banco de Desenvolvimento da África do Sul), o Governo daquele país africano anunciou que vai dar início aos trabalhos de construção da maior barragem do mundo, o Grand Inga, situado na bacia do rio Congo, em outubro de 2015.

Está irá superar amplamente em dimensão a Three Gorges, situada no rio Yangtze, atualmente a maior barragem do mundo., com uma capacidade de 22.500 MW.

Barragem da Three Gorges

Com uma produção de 40.000 MW, o projeto do Grand Inga terá capacidade para fornecer eletricidade a metade do continente africano. Estimativas do Banco Mundial mostram que, quando concluída, e fazendo uso da sua capacidade máxima de produção, o Grand Inga poderia satisfazer o consumo energético de 500 milhões de africanos. E o Banco Mundial estima que o país ainda estará a aproveitar menos de metade do seu potencial hidroelétrico, estimado em cerca de 100.000 MW.

Potencial hidrografico do Rio Congo

Poucos dias antes, a África do Sul e a República Democrática do Congo tinham assinado um acordo de cooperação energética pelo qual o primeiro se comprometia a comprar cerca de metade da energia produzida pela primeira fase do projeto, o Inga 3 Basse Chute (nomeadamente 2.500 MW dos 4.800 MW).

De uma forma simbólica, a concretização deste projeto poderiam representar más notícias para a China Three Gorges, que iria perder o título de maior barragem do mundo. No entanto, aquela empresa é um dos integrantes dos trés consórcios que concorrem à execução da obra. São eles: o consórcio chinês entre a Sinohydro e a a China Three Gorges, o consórcio espanhol entre a ACS (Actividades de Construccion e Servicios), Eurofinsa e AEE, e o consórcio entre a Daewoo e a Posco (ambas da Coreia do Sul) e a SNC Lavallin (do Canadá).

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