A classe média asiática: a grande responsável pelo crescimento mundial nas próximas décadas

Nas próximas décadas, a classe média mundial deverá crescer em cerca de 3 mil milhões de pessoas. No final desse período, em 2030, dois terços da classe média mundial será da região da Ásia e do Pacífico. Em contrapartida, a classe média europeia representará 14% do total.

Classe media chinesa

Quem o diz é o estudo mais recente da Ernst & Young intitulado “Hitting the sweet spot, apresentado em Singapura a 25 de abril.

Hitting the sweet spot

Segundo a Earnst & Young, a Ásia contava já em 2012 com uma classe média constituída por 525 milhões de pessoas, mais do que a população total da União Europeia. Destes, cerca de 150 milhões residiam na China. O seu número deverá alcançar os 500 milhões em 2020. E mil milhões em 2030, isto é, cerca de 70% da sua população. A estes devemos ainda somar a classe média indiana, estimada em 2012 em 50 milhões de pessoas, mas que deverá passar a contar com 200 milhões em 2020 e 475 milhões em 2030. De uma forma desfasada, o ritmo absoluto de criação de classe média indiano deverá ultrapassar o chinês a partir de 2027.

Poucos meses antes, em janeiro de 2013, o departamento de research do BBVA tinha apresentado um estudo semelhante, com as mesmas conclusões, denominado “Explosión de la clase media emergente.

Explosión de la clase media emergente

 Como habitualmente, a definição de classe média é feita como aqueles indivíduos com um rendimento médio diário de entre 10 e 100 dólares diários, isto é, entre 230 e 2.300 euros mensais.. Segundo os teóricos, esta definição consegue ser suficientemente abrangente para abranger aqueles cidadãos com rendimento disponível suficiente para comprar bens como automóveis e televisões, independentemente do país de residência. Segundo o estudo, uma parte significativa dessa classe média asiática encontrar-se-á nas camadas superiores desse intervalo.

Como o responsável do estudo referia numa entrevista: “A emergência de uma nova classe media, com um poder de compra que corresponde ao dos países desenvolvidos, irá apresentar oportunidades de negócio enormes. Estas oportunidades vão surgir rapidamente, e as multinacionais devem de estar prontas para dar resposta a essa nova procura. E não apenas em bens de consumo. Também em serviços financeiros e de saúde”.

Hospitais asiaticos

O estudo, como qualquer projeção que é feita a tão longo prazo, deve ser relativizado. No entanto, independentemente de mais ou menos cem milhões de pessoas, e independentemente da discussão teórica sobre qual a definição do conceito de classe média, algo parece ser indiscutível: o emerger desta classe média, quase na sua totalidade nos países emergentes, e maioritariamente na Ásia, será responsável, de forma quase exclusiva, pelo crescimento da economia mundial nas próximas décadas.

Salvemos a classe media

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