Números à asiática: as companhias de aviação e o maior contrato de compra de aviões comerciais de sempre

Alguém tinha ouvido falar da Lion Air? Não?

Eu reconheço que também não. Estava mais familiarizado com a Garuda. Até ontem.

Acaba de assinar o maior contrato de compra da aviões comerciais de sempre.

Lion Air

A companhia de low cost indonésia acaba de assinar no Palácio do Eliseu, acompanhada de François Hollande, a compra de 234 Airbus. Com mais detalhe: 109 A320, 65 A321 e 60 A320. O montante da operação? 18,4 mil milhões de euros. Coisa pouca.

Fabrice Bregier (direita), Presidente da Airbus, e Rusdi Kirana (esquerda), conselheiro delegado da Lion Air assinam o contrato na presença do Presidente francês François Hollande

Para ter uma ideia da dimensão da operação, refira-se que esta representa algo assim como 10% do PIB de Portugal. E mais. Toda a frota da TAP representa 71 unidades, já incluídas as aeronaves da Portugália. A Lion Air acaba de comprar 234 unidades (!). Mais de três TAPs de uma só tacada.

Tap Portugal

Segundo a companhia indonésia, serve para reforçar o crescimento da sua rede de linhas internas e regionais, que cobria já cerca de 70 destinos na Indonésia e no Sudeste Asiático. É o primeiro negócio (e que negócio!) da Lion Air, uma das companhias de low cost com maior crescimento na Ásia, com a Airbus. A companhia indonésia, fundada pelos irmãos Kusnan e Rudi Kirana (número 33 na lista de indonésios mais ricos), contava com um único avião na sua frota apenas treze anos antes. Hoje, tem por objetivo superar o sucesso da AirAsia de Tony Fernandes. Em 2025, quando todos os aviões se encontrem em operação, a companhia terá uma das dez maiores frotas do mundo.

Milhares de avioes

A dimensão do negócio não devia no entanto espantar-nos para ai além. A IndiGo indiana tinha fechado a compra de 180 Airbus por 15,6 mil milhões de dólares em 2011. A própria Lion Air tinha fehado a compra de 230 Boeings por 22,4 mil milhões de dólares em 2012. Esse sim foi o maior da história até à data.

Os números dão uma ideia de como a classe média asiática está a crescer (o mercado de aviação indonésio cresce a 20% ao ano) e de como o século asiático está rapidamente a concretizar-se. Mas também de como a Europa deve saber situar-se nesse novo mundo. O negócio com a Lion Air vai gerar, apenas na França (o consórcio EADS que produz os Airbus atua também na Espanha, no Reino Unido e na Alemanha), cerca de 5.000 postos de trabalho nos próximos dez anos.

Fabrica da Airbus

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