Briefing Segunda-Feira

Abenomics e o impacto no sistema político japonês

TokyoConstructionWorkers01

Aurelia George Mulgan escreve no East Asia Forum como os fortes investimentos públicos em infra-estruturas promovidos pelo programa económico (também conhecido por Abenomics) do novo governo japonês liderado por Shinzo Abe promete reactivar o que apelida de “infraestrutura política do estado constructor” (soa, claramente, melhor em inglês do que em português: political infrastructure of Japan´s construction state). Ou seja, é o retorno a uma matriz política que perdurou no Japão pós-guerra ligando “perigosamente” políticos, burocratas dos ministérios envolvidos nas obras públicas e empresas de construção e que ajudou a cimentar a hegemonia política do Partido Liberal Democrata (PLD) desde 1955. Daí, Mulgan prever repercussões consideráveis no sistema político japonês e económico com o reavivar destas relações.

Samsung acusada de “enganar” investidores e consumidores

Samsung-China

Simon Mundy no FT de hoje fala do crescente escrutínio internacional sobre o controlo que as multinacionais têm sobre as suas complexas cadeias de produção, principalmente quando se trata da China. Por força do interesse cada vez maior dos investidores sobre o impacto social das suas actividades, a multinacional sul-coreana, e a maior empresa tecnológica mundial em vendas, diz na primeira linha do seu código de conduta que cumpre com “todas as leis e padrões éticos”. Mas é agora acusada de alegados abusos laborais na China nas suas próprias fábricas e nas dos seus fornecedores.

Wukan na China celebra um ano de “democracia” mas não está fácil

WukanHá um ano atrás, depois de violentos protestos contra as autoridades locais por terem confiscado terras aráveis para serem vendidas a promotores imobiliários, os habitantes da aldeia de Wukan no sul da China, e depois do acordo do governo regional, elegeram por voto secreto, no que foi descrito como um ambiente de festa, um comité de sete membros. Na altura, pensou-se que este poderia ser o modelo a seguir como forma de reduzir a força de eventuais protestos similares noutras partes do país. Mas a experiência não está a ser fácil como indica o China Digital Times.

E no dia em que começa o Congresso Nacional do Povo chinês e onde os novos líderes chineses assumem oficialmente as suas funções, uma entrevista a Cheng Li do Brookings Institution ao The Wall Street Journal.

Sobre Luis Mah

Investigador no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CESA) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa. Sou também professor auxiliar convidado no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa (UCP).
Esta entrada foi publicada em China, Coreia do Sul, Japão. ligação permanente.

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