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Gulag NK

Kwan-li-so ou campo de trabalhos forçados norte-coreano (há também quem os chame de campos de concentração ou gulag). Diz o Le Monde, citando organizações de defesa dos direitos humanos e os serviços secretos sul-coreanos, que existem cinco e onde estão detidos cerca de 200,000 pessoas.  Em 2009, o representante norte-coreano no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas afirmava que o “termo prisioneiro político não existia no vocabulário da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte). Os supostos campos de prisioneiros políticos não existem.” Mas os testemunhos sobre a sua existência são cada vez maiores. A organização não-governamental dedicada à defesa dos direitos humanos, a Human Rights Watch, acaba de lançar esta semana o seu Relatório Anual e a Coreia da Norte não sai nada bem vista, acusada de inúmeros desrespeitos pelos direitos humanos desde prisões arbitrárias, torturas, maus tratos de prisioneiros e execuções periódicas e públicas de cidadãos.

Na edição do The Economist de 9 de Fevereiro, diz-se, no entanto, que há mudanças visíveis na sociedade norte-coreana que serão difíceis de ser controladas pela liderança do país. E tudo isto porque, tal como tem sido possível saber mais sobre os campos de trabalhos forçados, na última década tem havido maior circulação de informação dentro e para fora da Coreia do Norte. São duas as consequências indicadas pela revista. Primeiro, as pessoas que estão dentro do país e com acesso a influências exteriores podem agora comparar as suas vidas empobrecidas com as de outros noutra parte do mundo, mas em particular na Coreia do Sul. E em segundo, quem está de fora, graças à maior circulação de informação, tem vindo a ganhar maior conhecimento sobre o que se passa na sociedade norte-coreana. O grande resultado deste novo contexto foi o lançamento pela Google de uma versão mais detalhada do seu mapa da Coreia do Norte.

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Sobre Luis Mah

Investigador no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CESA) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa. Sou também professor auxiliar convidado no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa (UCP).
Esta entrada foi publicada em Coreia do Norte, Coreia do Sul. ligação permanente.

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