Diários de Gangnam V (마지막)

Global KoreaA força da Onda Coreana emerge em simultâneo com a aposta da presidência de Lee Myung-bak (2008-2012) que passa agora o seu lugar a Park Geun-hye. Desde que tomou posse em 2008, Lee promoveu uma política que se pode denominar de  “Coreia Global” destinada a tornar o país num membro mais activo, influente e responsável na comunidade internacional. Lee criou um conselho presidencial para tornar a Coreia do Sul uma marca global e neste sentido teve um papel importante na forma como a promoção dos conteúdos culturais tem ajudado a afirmar esta marca. Mas Lee foi mais longe e procurou colocar a Coreia do Sul no mapa internacional de eventos globais. Começou em 2010 por organizar a primeira cimeira dos G-20, a organização que sai da crise de 2008 e que procura reflectir melhor a nova realidade mundial post-G-8 e que inclui as 20 maiores economias do mundo. Depois em Dezembro de 2011, o Quarto Fórum de Alto Nível sobre a Eficácia da Ajuda em Busan para debater o futuro da cooperação internacional. E em Março de 2012, a Cimeira para Segurança Nuclear que contou com a presença de mais de 50 líderes mundiais.

KOICAO papel da Coreia do Sul em termos de cooperação internacional é bem revelador da forma com o país tem vindo a procurar mostrar-se ao mundo. A Coreia do Sul é agora o 24º membro do Comité de Ajuda para o Desenvolvimento (CAD) da OCDE, que é considerado o principal mecanismo institucional dos países doadores ricos. A Coreia já concede mais de mil milhões de dólares de ajuda por ano com a maioria a ir para os países asiáticos embora África tenha vindo a ganhar prioridade e em 2015 espera-se que represente cerca de 25% da ajuda sul-coreana. Em 2009, a Coreia do Sul deu cerca de 53 milhões de dólares a países africanos. Os seus programas de cooperação concentram-se em áreas como a educação, saúde, agricultura, florestas e pescas, tecnologia, energia e ambiente.

Korea UN

Para além disto, a Coreia do Sul tem participado de operações de paz da ONU e operações militares em zonas de conflito como o Afeganistão, Líbano, Sul do Sudão, costa da Somália e Caxemira. Tem também procurado ser um verdadeiro actor económico a nível global com acordos de comércio livre com a Associação dos Países do Sudeste Asiático (ASEAN), EUA, India, EFTA, Chile e foi o primeiro país asiático a assinar um acordo de comércio livre com a Europa que entrou em efeito em Julho de 2011.

Kim Young Sam

Kim Dae Jung

Mas se Lee Myung-bak tem sido um grande responsável pela ascensão da Coreia do Sul no panorama internacional, seria injusto não recordar o papel de dois presidentes anteriores, Kim Young Sam e Kim Dae-Jung, tiveram na abertura do país ao exterior. Kim Young Sam (1993-1997) lançou em a política de globalização, segyehwa (세계화) como o caminho para o país se juntar à classe dos países mais avançados. Em 1996, a Coreia entrou na OCDE. E foi Kim Dae-Jung (1998-2002) que trouxe a revolução do conhecimento e informação para o país e foi a sua presidência que impulsionou o investimento que viria a tornar a Coreia no país com a maior percentagem de população a nível mundial com acesso à internet e a ligação à aldeia global.

Sobre Luis Mah

Investigador no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CESA) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa. Sou também professor auxiliar convidado no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa (UCP).
Esta entrada foi publicada em Afeganistão, Índia, Chile, Coreia do Sul, EUA, Líbano, Sudão. ligação permanente.

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