Leituras

France-Mali

Yun Sun, uma investigadora visitante no think tank norte-americano Brookings Institution, escreve uma análise sobre a forma como a China está a olhar para a intervenção francesa no Mali. Ideias principais: 1) Para uns, a intervenção está longe de ser altruísta. Suspeita-se que é uma forma da França explorar a presença cada vez mais reduzida de Washington; 2) para outros, Hollande viu na intervenção uma oportunidade para melhorar a sua imagem e popularidade a nível doméstico; 3) há quem interprete a decisão francesa de intervenção de “um peso, duas medidas” uma vez que não respondeu a um pedido similar para ajuda militar proveniente da República Centro-Africana; 4) na China, não se parece estar particularmente optimista quanto ao resultado final da intervenção, e os analistas e decisores políticos chineses acreditam que o Mali será o “Afeganistão” da França e obrigará o país a um conflito prolongado na região; 5) e o que mais parece preocupar os analistas e decisores políticos na China é a possibilidade da intervenção francesa oferecer um “precedente para a legitimização do neo-intervencionismo em África”.

ChinaTrendsGordon Orris, director da McKinsey & Company em Xangai oferece-nos uma visão sobre o que se pode esperar para a China em 2013: maus resultados na banca, preços do porco e do frango aumentam 100 por cento, a intensificação dos protestos locais (e com mais sucesso), mais investimento em infra-estruturas, a competição online leva à falência uma empresa com forte presença em ruas comerciais, classe média chinesa protege-se apostando no investimento (em educação e propriedade) no exterior, equipas de futebol europeias investem na Super Liga Chinesa, investimento em projectos agrícolas no exterior é a grande aposta, uma cidade menos desenvolvida do interior irá falir e férias obrigatórias serão abolidas e as pessoas poderão escolher livremente o período de férias

China-North KoreaMinxin Pei, professor no Claremont McKenna College nos Estados Unidos, critica no The Diplomat um relatório produzido no Senado norte-americano alegando que os crescentes interesses económicos da China na Coreia do Norte estavam “efectivamente” a transformar este país numa “província tributária” do século XXI. Pei afirma que a China não será capaz de impedir a reunificação das Coreias.

AbeJ.Bershire Miller, um investigador do think tank norte-americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, e Takashi Yokota, Editor do Newsweek Japão, escrevem na revista Foreign Affairs sobre a política externa japonesa e o pragmatismo e realismo do novo governo liderado por Shinzo Abe. Miller e Yokota contestam a visão de que o país virou a página do pacifismo que seguiu desde o final da Segunda Guerra Mundial e que agora com um governo “demasiado à direita” aposta num caminho mais nacionalista. Argumentam que apesar das disputas territoriais com a China e Coreia do Sul, Abe tem afirmado a forte importância que concede às relações económicas com estes dois países vizinhos. Apontam ainda o facto de Abe ter enviado sinais claros a Seul e Pequim de que queria reparar as relações estratégicas japonesas com ambas as capitais.  Finalmente, depois da sua eleição, Abe apresentou um guia para a política externa japonesa que defende uma esforço multilateral para promover a segurança marítima e liberdade de circulação no Índico e Pacífico através da cooperação estratégica entre o Japão e parceiros democráticos como os Estados Unidos, Austrália e Índia.

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Sobre Luis Mah

Investigador no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CESA) no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa. Sou também professor auxiliar convidado no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa (UCP).
Esta entrada foi publicada em China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, EUA, França, Mali, República Centro-africana. ligação permanente.

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