Candidaturas para Bolsas de Investigação Académica do Instituto Cultural do Governo de Macau em aberto até 31 de maio

Emitidas anualmente, as Bolsas de Investigação Académica, que têm com objectivo estimular o desenvolvimento de estudos académicos com originalidade, sobre a cultura de Macau e o intercâmbio entre Macau, o Interior da China e outros países.

Bolsas na China

Todos os doutorados, com comprovada experiência de investigação académica ou investigadores, locais ou estrangeiros, e que tenham produção académica de nível reconhecido, podem candidatar-se.

Mais informações aqui.

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Chernobil: do nuclear ao solar

Duas empresas chinesas estão a construir um parque solar dentro da zona de exclusão da central nuclear de Chernobil.

Chernobil

Em 26 de abril de 1986, uma explosão de vapor no quarto reator da usina de Chernobil provocou um derretimento nuclear responsável por cerca de 50 mortes diretas e, estima-se, cerca de quatro mil mortes por exposição à radiação. Foi o pior acidente nuclear da história em custos e em mortes, e um dos dois únicos classificados como um evento de nível 7 (classificação máxima) na Escala Internacional de Acidentes Nucleares (sendo o outro o Acidente nuclear de Fukushima I, no Japão, em 2011).

Em 2017, os 30 km de zona de exclusão à volta da central nuclear estão a ser transformados numa fonte de energia limpa e renovável.

Painéis solares

As companhias GCL System Integration Technology Co Ltd. e China National Complete Engineering Corp estão a construir um parque solar com uma capacidade de 1 gigawatt a sul de Chernobil. Estima-se que esta produção seja capaz de alimentar cerca de 725.000 lares, isto é, cerca de 2 milhões de pessoas.

As razões são simples: “terra barata para a instalação dos painéis solares e sol em abundância”, nas próprias palavras do Ministro ucraniano de ambiente e recursos naturais.

 

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Fé no turismo

Há uns anos, pedi a alguns amigos expatriados que fossem a agências de viagens e, de forma tão vaga quanto possível (sem restrições de preço, de época do ano, de tipo de turismo, etc.), dissessem que queriam fazer férias em Portugal e me relatassem o que lhes havia sido proposto. Do Reino Unido chegaram as sugestões de Algarve e Madeira. Expectável. Em Boston, falaram dos Açores. Faz sentido. A surpresa veio de um amigo a viver nas Filipinas: apontaram-lhe Fátima.

Assim começa o mais recente texto de opinião da Vera Gouveia Barros no Jornal Económico, “Fé no turismo”, onde traça uma reflexão muito interessante sobre o potencial do turismo religioso (também ele asiático) em Portugal.

Recomenda-se.

Turismo religioso

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500 milhões de pandas

Portugal poderá tornar-se o primeiro país da zona do euro e o segundo da União Europeia a emitir Panda bonds, isto é, títulos de dívida pública em moeda chinesa, o renminbi.

Milhões de pandas

 

Trata-se de títulos de dívida emitidos na China por emissores não-chineses (soberanos, Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, ou privados).

As duas primeiras emissões de Panda bonds datam de 19 de outubro de 2005, pela Sociedade Financeira de Investimento, do Grupo do Banco Mundial, e pelo Banco Asiático de Desenvolvimento. Dado o eventual impacto destas emissões no currency peg do renminbi ao dólar americano, estas emissões foram negociadas durante anos, tendo sido acordado que os capitais angariados por aquelas duas entidades não sairiam da China (sendo utilizados para financiar empréstimos para project finance a promotores chineses em moeda local).

Notas chinesas

Na Europa, o Ministério das Finanças da Polónia foi o primeiro a assinar com o Banco da China um Memorando de Entendimento relativo à emissão de Panda bonds, num montante estimado de USD 455 milhões e ao longo de três anos, em junho de 2016. As Filipinas anunciaram também há um mês a emissão de USD 200 milhões em pandas no segundo semestre do ano.

Títulos de dívida análogos noutros países apresentam designações igualmente criativas (vejam-se os casos dos Kangaroo bonds na Austrália, dos Samurai bonds no Japão ou dos bulldog bonds no Reino Unido).

“É uma forma de alargar a nossa base de investidores e de atrair financiamento”, disse o Ministro das Finanças, Mário Centeno, no final de uma visita de três dias à China, na semana passada.

Ministro Centeno

Espera-se agora que as negociações do Ministério das Finanças prossigam durante os próximos meses até ser assinado um Memorando de Entendimento com o Banco da China, que anteceda a emissão de dívida.

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O que restou dos luso-descendentes na Ásia?

A Eurásia. Os Portugueses chegaram, viveram e documentaram tudo, deixando ao mundo um legado cultural e étnico que perdura até hoje. Mas…

  • Onde estão os Luso-descendentes do maior império marítimo global?
  • Porque é que os Portugueses nunca regressaram?
  • O que restou?
  • O que há para contar?

Eis as perguntas que o Edgar tenta responder no seu livro “Crónicas dos Emergentes: De Lisboa a Malaca 500 anos depois”, que muito recomendamos.

Eurasia

Portugal mantém-se como a Pátria querida para muitos Luso-descendentes, respeitada em remotas regiões da Eurásia reorganizadas atualmente em grupos de países emergentes, fruto da onda de globalização que tem influenciado fortemente as políticas económicas. Tal como sucedeu no passado, esta onda de globalização atraiu novamente os investidores e os governos a territórios esquecidos pelo tempo.

Na obra do Edgar Moreira Prates, são demonstrados pontos importantes, justificados por intensas pesquisas para trazer à luz os factos e a defesa do legado Português na Ásia o qual tem sido ignorado, e em alguns casos, até escondido do grande público.

Crónicas dos emergentes

Eis as datas a não perder:

Sessão de lançamento: Segunda-feira, 12 de junho de 2017, 16h00 – Chiado Café Literário, Avenida da Liberdade, n.º 180 D, Galeria Comercial Tivoli Fórum, Piso -1, Lisboa.

Sessão de autógrafos: Terça-feira 13 de junho, 16h00 – 87.ª Feira do Livro de Lisboa, Stand Chiado Editora, Parque Eduardo VII.

Sessão de apresentaçãoQuarta-feira 14 de junho, 11h00 – Biblioteca da Assembleia da Republica, Palacio de S. Bento, Estrela (Lapa).

Sessão de promoção: Sábado 17 de junho, 14h00 – Museu Municipal de Faro, Capela-Mor, Museu Municipal de Faro, Largo Afonso III, 14.

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O Retorno da Ásia alcança os 100.000 hits!

O blogue alcançou esta semana os cem mil hits.

O nosso mais sincero obrigado aos nossos leitores pelo seu apoio e fidelidade.

Sem vocês, ficariam mudas as reflexões aqui realizadas sobre o papel da Ásia no mundo no século XXI, e sobre como os países lusófonos se devem preparar para esta nova realidade.

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Venham mais cem mil!!

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Voos diretos entre Lisboa e Pequim com início marcado a 26 de julho

A companhia aérea Beijing Capital Airlines (BCA) vai arrancar com os voos diretos entre Lisboa e Pequim a partir de 26 de julho. E até 31 de dezembro vai disponibilizar tarifas promocionais para os passageiros que viagem a partir da capital portuguesa. A ligação direta vai ter a duração de 13 horas.

Voos entre Portugal e China

As tarifas para ida e volta vão arrancar nos 300 euros para a classe económica, detalhou a BCA em comunicado, depois da Agência Lusa ter noticiado o arranque da primeira ligação aérea direta entre Portugal e China. A companhia aérea vai disponibilizar três voos por semana – quarta-feira, sexta-feira e domingo, entre Hangzhou (cerca de 200 km a sul de Xangai) e Lisboa, com escala em Pequim.

Os voos da BCA, subsidiária do grupo HNA, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da Azul, serão realizados com o modelo 330-200 da Airbus, com capacidade para 475 passageiros.

Como a Secretária de Estado do Turismo de Portugal, Ana Mendes Godinho, explicou à Agência Lusa, o arranque de uma ligação direta entre Lisboa e Pequim acontece no seguimento do aumento do número de turistas chineses em Portugal, que temos vindo a noticiar amplamente neste blogue.

Nos últimos três anos, o número de turistas chineses que visitaram Portugal triplicou, para 183.000, e deverá aumentar “exponencialmente” com a abertura da ligação direta, sustentou a Secretária de Estado.

Turistas chineses

Segundo estatísticas oficiais de Pequim, cerca de 135 milhões de chineses viajaram ao estrangeiro em 2016, um aumento de 12,5% relativamente a 2015. A China é assim a maior fonte de turistas mundial. E a maior fonte de receitas de turismo também, uma vez que a sua despesa alcançou cerca de USD 261 mil milhões nesse mesmo ano.

 

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