Voos diretos entre Lisboa e Pequim com início marcado a 26 de julho

A companhia aérea Beijing Capital Airlines (BCA) vai arrancar com os voos diretos entre Lisboa e Pequim a partir de 26 de julho. E até 31 de dezembro vai disponibilizar tarifas promocionais para os passageiros que viagem a partir da capital portuguesa. A ligação direta vai ter a duração de 13 horas.

Voos entre Portugal e China

As tarifas para ida e volta vão arrancar nos 300 euros para a classe económica, detalhou a BCA em comunicado, depois da Agência Lusa ter noticiado o arranque da primeira ligação aérea direta entre Portugal e China. A companhia aérea vai disponibilizar três voos por semana – quarta-feira, sexta-feira e domingo, entre Hangzhou (cerca de 200 km a sul de Xangai) e Lisboa, com escala em Pequim.

Os voos da BCA, subsidiária do grupo HNA, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da Azul, serão realizados com o modelo 330-200 da Airbus, com capacidade para 475 passageiros.

Como a Secretária de Estado do Turismo de Portugal, Ana Mendes Godinho, explicou à Agência Lusa, o arranque de uma ligação direta entre Lisboa e Pequim acontece no seguimento do aumento do número de turistas chineses em Portugal, que temos vindo a noticiar amplamente neste blogue.

Nos últimos três anos, o número de turistas chineses que visitaram Portugal triplicou, para 183.000, e deverá aumentar “exponencialmente” com a abertura da ligação direta, sustentou a Secretária de Estado.

Turistas chineses

Segundo estatísticas oficiais de Pequim, cerca de 135 milhões de chineses viajaram ao estrangeiro em 2016, um aumento de 12,5% relativamente a 2015. A China é assim a maior fonte de turistas mundial. E a maior fonte de receitas de turismo também, uma vez que a sua despesa alcançou cerca de USD 261 mil milhões nesse mesmo ano.

 

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O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura admite jovens profissionais

Tendo vindo a divulgar neste blogue o programa de jovens profissionais do Banco Asiático de Desenvolvimento, vimos agora divulgar a primeira edição do programa de jovens profissionais do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura.

Emprego na Ásia

Relembra-se que este programa é uma porta de acesso preferencial aos quadros da instituição para profissionais que, embora com experiência profissional de pelo menos dois anos, têm uma idade inferior à idade média de contratação (inferior a 32 anos), que se situa à volta dos 40 anos de idade.

O prazo para o envio de candidaturas conclui a 31 de maio.

Mais informações aqui.

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Aprovada a incorporação de Timor-Leste ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

O Conselho de Governadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura aprovou no passado dia 21 de março a primeira vaga de adesão de novos acionistas à instituição, num número de 13 e, entre eles, Timor-Leste.

Com esta adesão, que se concretizará aquando do cumprimento na ordem jurídica interna timorense dos requerimentos legais necessários, entre outros, à ratificação do Acordo constitutivo do Banco, Timor-Leste passa a poder solicitar financiamento a esta nova instituição financeira multilateral, que com um capital autorizado de 100 mil milhões, aspira a tornar-se nos próximos anos uma referência na região para project finance em infraestruturas.

Sede do Banco

Os restantes doze novos acionistas são: Afeganistão, Arménia, Fiji, e Hong Kong, da região asiática, e Bélgica, Canadá, Etiópia, Hungria, Irlanda, Perú, Sudão e Venezuela, não asiáticos.

Uma fotografia atualizada do ponto de situação da adesão formal dos prospective founding members do Banco encontra-se disponível aqui.

Aquando da conclusão dos requerimentos legais internos necessários à adesão, o número de acionistas do Banco alcançará os 70, três acima dos 67 do seu “concorrente” na região, o Banco Asiático de Desenvolvimento, e com pouco menos de dois anos de vida.

Presidentes dos dois Bancos asiáticos

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Pequim planeia passar a ter apenas taxis elétricos

O jornal económico chinês em língua inglesa National Business Daily, com sede em Shanghai, uma tiragem diária de cerca de 500 mil exemplares e cerca de 500 mil visitas únicas diárias ao seu portal, fazia eco há poucas semanas de um plano para dar início a uma transformação faraónica da frota de 70.000 taxis de Pequim (22 milhões de habitantes), de combustíveis fósseis a energia elétrica, com início ainda este ano, em 2017.

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Se aprovada, a norma fará com que toda entrada ou reposição de taxis já existentes só possa ocorrer com automóveis elétricos.

Este plano abrange ainda outras áreas limítrofes como sejam a urbe de Tianjin (16 milhões de habitantes) e a província de Hebei.

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Estima-se que esta transformação irá gerar um mercado avaliado em cerca de USD 1,3 mil milhões, cerca de cinco vezes o PIB português e montante equivalente ao PIB espanhol.

Este plano representaria não apenas um contributo essencial para diminuir a poluição atmosférica observada na cidade, como colocaria também Pequim à frente mundial do mercado de taxis elétricos, algo que ocorre já ao nível dos automóveis privados comerciais.

A Reuters referia a este respeito há umas semanas como a China compra (e produz) mais carros elétricos do que o resto do mundo combinado. A grande maioria destes carros, de facto, são produzidos domesticamente, com uma dimensão e uma autonomia inferiores aos modelos da Nissan, BMW ou Tesla que vemos com mais regularidade na Europa, mas também um custo mais reduzido.

Carros elétricos chineses

Os principais obstáculos a esta decisão são (i) o elevado preço dos carros elétricos na China, duas vezes em média o valor dos automóveis de combustão fóssil, e (ii) a necessidade de multiplicar exponencialmente os postos de carga atualmente existentes.

No primeiro dos casos, não está totalmente fora de causa a subsidiação por parte das autarquias locais, enquanto no segundo, acreditamos que a decisão política de transformação radical do panorama automóvel da cidade, caso se concretize, poderá até servir de chamada ao setor privado para também operar neste mercado.

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MSF ganha contrato em Omã de EUR 126 milhões financiado pelo Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

Ficávamos a saber em novembro passado que a MSF Engenharia tinha tido um novo sucesso além fronteiras com a adjudicação da execução do projeto “Construction of Roads, Infrastructure and Buildings at the Commercial Terminal and Operational Zone Areas, Port of Duqm (IP2)” no Omã, em parceira com a empresa turca Serka Taahhut. O montante do contrato que a MSF irá executar, ao longo de 30 meses, representa metade dos EUR 252,8 milhões do total.

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O que ficámos a saber mais tarde foi que o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, do qual Portugal se tornou acionista de pleno direito em 8 de fevereiro passado, aprovou USD 265 milhões de financiamento a esse mesmo projeto.

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Assim, o contrato ganho pela MSF Engenharia constitui-se como o primeiro contrato de execução de obras públicas ganho por empresas portuguesas financiado pelo BAII.

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Créditos chineses a Angola em níveis recorde em 2014

A China-Africa Research Initiative da School of Advanced International Studies da Johns Hopkins University lançou no passado dia 23 de fevereiro a mais recente atualização da sua inestimável base de dados sobre empréstimos da República Popular da China a países africanos (dados cobrem agora o período 2000-2014), coordenada pela Professora Deborah Brautigam e pelo Jyhjong Hwang.

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Das principais conclusões a apontar importa realçar:

  • Angola foi o principal beneficiário de empréstimos da República Popular da China no continente africano (com USD 21,1 mil milhões no período considerado).
  • 2014 foi o ano de maior concessão chinesa de créditos a Angola, com um total de USD 4,8 mil milhões, quase o dobro do valor observado em 2013.
  • 56% do financiamento surge ligado aos setores dos transportes, energia e telecomunicações.
  • Apenas 10% do financiamento está relacionado com a exploração de petróleo e de minérios. No entanto, destes, 83% foi destinado diretamente à Sonangol.
  • A República Popular da China consome 49% do petróleo angolano, parcialmente como contrapartida a esses empréstimos, apesar de apenas cerca de 10% do petróleo produzido em Angola ser explorado por empresas chinesas (setor amplamente dominado por empresas ocidentais, como a ExxonMobil e Total).
  • As taxas de juro observadas são semelhantes às praticadas pela banca ocidental, encontrando-se o principal fator diferenciador na maior maturidade dos empréstimos chineses. De facto, a menor taxa de juro observada no período (do China Eximbank, LIBOR mais 125 pontos base) é mais cara do que a constatada em outros empréstimos concedidos ao setor petrolífero angolano pela banca ocidental (de LIBOR mais 100 pontos base).
  • Os empréstimos chineses em África apresentam taxas de juro inferiores e maturidades mais longas do que aquelas praticadas na América Latina.
  • Normalmente os empréstimos chineses em Angola estão em 70% ligados à aquisição de bens e serviços chineses, muito embora não ao uso de mão-de-obra chinesa.
  • Três dos cinco principais países beneficiários dos empréstimos chineses também se encontram entre os cinco principais beneficiários do Banco Mundial.
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As “novas” necessidades de financiamento em infraestruturas da Ásia

Um dos principais constrangimentos à concretização do século asiático é o gap em infraestruturas existente na região da Ásia e do Pacífico (em energia, em transporte, em água e saneamento, telecomunicações…).

O primeiro passo para diminuir este gap é obviamente conhecer quais essas necessidades e qual o financiamento necessário para as satisfazer.

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Pela primeira vez, em 2009, foram estimadas essas necessidades de financiamento.

O estudo do Banco Asiático de Desenvolvimento, “Infrastructure for a seamless Asia“, que estimava as necessidades de financiamento em USD 750 mil milhões por ano entre 2010 e 2020, tornou-se uma referência central de todas as publicações e estudos em project finance em infraestruturas e em desenvolvimento na região.

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Pois bem, o Banco vai lançar na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, a atualização desse estudo, oito anos depois!

Mais informações aqui.

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