As (várias) visões de conectividade asiática (II): a Índia e o seu Plano Mausam como resposta ao One Belt, One Road da China

A Índia falhou estrategicamente na compreensão e avaliação do plano externo de investimento estratégico da China, o One Belt, One Road (OBOR), que se estima em mais de USD 900 mil milhões. Numa primeira instância, a Índia considerou o OBOR um mero instrumento para a China alargar a sua influência aos países imediatamente vizinhos.

Vista agora a dimensão e potencial impacto da nova iniciativa, que anseia desempenhar um papel muito significativo também no denominado Sul asiático (compreendido pelo Bangladesh, Maldivas, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, e, claro, pela própria Índia), a Índia pretende limitar as perdas com o reforço de um anel de proteção nos seus próprios países imediatamente vizinhos e com um canal de comunicação privilegiado para o Médio Oriente. Veja-se o papel central da Índia no desenvolvimento do Chabahar Port no Irão, como forma de reforçar a ligação à Europa e ao Médio Oriente sem passar pelo Paquistão, com quem o relacionamento é… difícil. O plano é conhecido como Plano Mausam.

Índia na Ásia

Mausam (मौसम) quer dizer tempo ou estação do ano em várias línguas do Sul asiático e é particularmente utilizado para se referir às monções sazonais que os marinheiros usavam para navegar e comerciar através do Oceano Índico. Dada a sazonalidade das monções, os navegadores utilizavam os ventos a ela associados para alcançar o Sudeste asiático a partir do Médio Oriente e de África, fazendo paragem na Índia à espera do segundo monção para retomar viagem. A este respeito, é atribuído ao Mausam o papel de introdução do Islão na Indonésia. É de notar que o tempo de espera na Índia favorecia as trocas comerciais, tecnológicas, e culturais.

Mausam

Inicialmente divulgado em 2014 após a tomada de posse do Primeiro-Ministro Narendra Modi, foi colocado na prateleira face a outras prioridades mais prementes do Governo indiano. No entanto, o projeto parece ter retomado força num encontro ministerial ocorrido em setembro no Sri Lanka, onde estiveram representados 35 países da região e do Médio Oriente.

Não é por acaso que durante uma visita ao Bangladesh do Ministro indiano das Finanças, Arun Jaitley, na semana passada, este contratualizou com aquele país uma linha de crédito de USD 4,5 mil milhões com maturidade de 20 anos e uma taxa de juro de 1% para construção de novas ferrovias, portos e estradas. No Sri Lanka, companhias da Índia, do Japão e da Singapura trabalham conjuntamente para construir novas facilidades no porto de Trincomalee no norte da ilha, como alternativa ao porto de Hambantoda, um porto de águas profundas no sul da ilha construído pela China.

Sri Lanka

Esta visão é complementada a Leste pelo denominada  “Act East” do Primeiro-Ministro indiano, que pretende reforçar os laços com os países da ASEAN, em particular através dos portos da Tailândia e do Mianmar.

Apesar destes planos, a visão indiana da conectividade continua a ser bastante focada na sua vertente doméstica, interna. Ao nível externo, a Índia considera o South Asian Association for Regional Cooperation (SAARC) como um projeto sem tendência para avançar, sobretudo pelo “difícil” relacionamento entre a Índia e o Paquistão, e tem concentrado a sua ação em constituir pequenas iniciativas pontuais setoriais com países da vizinhança.

SAARC

Este post dá seguimento ao divulgado a 2 de outubro passado sobre a visão da conectividade asiática da ASEAN.

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As (várias) visões de conectividade asiática (I): a ASEAN

Temos vindo a falar neste blogue repetidamente da One Belt One Road, também conhecida como Nova Rota da Seda, iniciativa chinesa de construção de novas infra-estruturas terrestres e marítimas de conectividade da Ásia com a Europa e África. A dimensão financeira da iniciativa da China (USD 900 mil milhões) supera amplamente a preços de hoje os recursos disponibilizados pelos EUA à Europa através do Plano Marshall no pós-Segunda Guerra Mundial (USD 13 mil milhões de 1948, que se traduzem em 132 mil milhões a preços de 2016).

Plano Marshall

Mas as novas rotas que a Ásia irá concretizar no século XXI não se irão limitar apenas àquelas de iniciativa Chinesa.

Inauguramos hoje uma série de postings curtos, na forma de mapas, relativos às várias visões geoestratégicas das várias potências regionais que co-existem no continente asiático.

As várias potências da região definem planos ambiciosos de infra-estruturas (rodovias, ferrovias, pipelines, portos e aeroportos) que concorrem em impacto e em instrumentos financeiros, políticos e militares por se tornarem dominantes e influenciarem as principais rotas e trocas comerciais ao longo do século XXI.

Começamos pela visão da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

ASEAN

A visão da ASEAN prende-se com a existência de redes de conectividade física, institucional e entre indivíduos (hard and soft infrastructure) que conectem os dez países. O seu Master Plan on ASEAN Connectivity 2025 tem duas grandes componentes. Em primeiro lugar, o reforço da conectividade marítima entre Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia e Singapura, o denominado ASEAN Maritime Economic Corridor. Em segundo lugar, em terra, o reforço da conectividade entre o Camboja, Laos, Mianmar, Tailândia e Vietname, o denominado Greater Mekong Subregion Economic Corridor, mas também o ASEAN Rail Corridor, com foco no Singapore-Kunming Rail Link, base da ligação ferroviária à China. Estes corredores não se limitam a infraestruturas, mas incluem planos para melhorar o ambiente de negócios, a logística, a regulamentação e a inovação digital nesses corredores. O objetivo último prende-se com “a seamlessly and comprehensively connected and integrated ASEAN”.

Os nossos agradecimentos à iniciativa Reconnecting Asia pela análise.

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O Banco Asiático de Desenvolvimento revê em alta o crescimento da região em 2017 e 2018

O Banco Asiático de Desenvolvimento reviu em alta na passada terça-feira as suas previsões de crescimento para a região da Ásia e do Pacífico, com a publicação da edição de 2017 da sua publicação bandeira, o Asian Development Outlook (ADO).

O crescimento previsto do Produto Interno Bruto (PIB) da região passa assim de 5,7% em 2017 e 2018 para 5,9% e 5,8%, respetivamente, tendo por base uma retoma do comércio, bem como da economia chinesa.

De facto, o crescimento da economia chinesa, contrariamente à tendência de abrandamento da que se falava há alguns meses, supera as expetativas e é revisto em alta em duas décimas em ambos anos: de 6,5% para 6,7% em 2017 e de 6,2% para 6,4% em 2018. Esta revisão tem por base a referida retoma do comércio internacional, bem como o impacto dos estímulos orçamentais chineses.

Asian Development Outlook 2017

Foi igualmente revista em alta em 0,1 pontos percentuais a taxa de crescimento das Filipinas, de 6,4% para 6,5%, tornando aquela economia a quarta com maior crescimento no Sudeste asiático (apenas superada pelo Mianmar, Camboja e Laos).

O documento revê ainda em alta o crescimento da área do euro (de 1,6% para 2,0% em 2017 e de 1,6% para 1,8% em 2018) e do Japão (de 1,0% para 1,5% em 2017 e de 0,9% para 1,1% em 2018). O crescimento dos Estados Unidos é no entanto revisto em baixa no ano corrente, de 2,4% para 2,2%.

O crescimento da Índia é no entanto revisto em baixa em ambos os anos: quatro décimas em 2017, de 7,4% para 7,0%, bem como em 2018, de 7,6% para 7,4%. Apesar desta revisão, a economia indiana é, de entre as grandes economias mundiais, aquela que mais cresce na região.

A habitual seção monográfica que acompanha as previsões macroeconómicas do ADO é dedicada este ano ao contributo das Parcerias Público-Privadas para o desenvolvimento sustentável e para satisfazer as necessidades de financiamento de infraestruturas na região.

Necessidades de financiamento na Ásia

Pode consultar aqui a apresentação do Economista-Chefe do Banco, Yasuyuki Sawada.

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Nova fornada de oportunidades de recrutamento no Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas

O Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (AIIB), com apenas dois anos de atividade e em forte crescimento, divulga 19 novas vagas nos seus quadros a serem preenchidas nos próximos meses.

As candidaturas podem ser remetidas ao Banco até 11 de outubro próximo.

Oportunidades de recrutamento

O AIIB é um novo banco multilateral de desenvolvimento, com USD 100 mil milhões em capital autorizado, com sede em Pequim, e do qual muito temos falado em “O Retorno da Ásia”.

Com pouco mais de 100 especialistas como staff do Banco (valor este que compara com os 3 mil do outro banco multilateral de desenvolvimento a operar na região, o Banco Asiático de Desenvolvimento, com sede em Manila), a instituição lança agora esta nova fornada de oportunidades de recrutamento.

AIIB

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Mais de mil especialistas discutem o Japão em Lisboa

Hoje têm início na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa os trabalhos formais da 15.ª Conferência Internacional da EAJS.

É a primeira vez que se realiza em Portugal a Conferência Internacional promovida pela European Association for Japanese Studies (EAJS), uma associação fundada em 1973, que reúne investigadores que têm o Japão como objeto de estudo, e promove os estudos japoneses em todos os países da Europa, nos Estados Unidos da América e no próprio Japão.

A conferência conta com 1.124 participantes, 43% dos quais vindos do Japão. Estão também representados vários países da Europa, da América e da Ásia.

Estudos japoneses

O evento é organizado pelo CHAM – Centro de Humanidades – centro de investigação da Faculdade – e o programa científico se desenvolve em 12 áreas do conhecimento das Ciências Sociais e Humanas.

Tendo sido os Portugueses os primeiros europeus a chegar ao Japão no século XVI, foi preocupação da organização local valorizar o legado histórico desse relacionamento. Neste sentido, organizaram-se visitas a Coimbra, Évora e Vila Viçosa, palcos determinantes na formação dos missionários que largavam para a missão nipónica e no encontro diplomático e cultural entre Portugal e Japão (programa). Com a mesma intenção foram organizadas visitas guiadas aos Museus em Lisboa com coleções relacionadas com o Japão e a exposições temporárias de artistas japoneses contemporâneos (programa).

Geishas

Nos dias prévios ao evento, terão ainda lugar workshops da iniciativa de universidades e centros de investigação japoneses (programa), e durante todo o período da Conferência editoras especializadas em estudos japoneses fazem-se representar através de uma feira do livro. Estas iniciativas são de entrada livre.

A participação no evento está sujeita a inscrição. O programa completo é o seguinte: Programa completo (pdf)

FCSH

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Sabia que a Índia….

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tem iniciado um amplo programa para melhorar as infra-estruturas do país.

Modi

Abaixo deixamos alguns dados interessantes que dão uma ideia da dimensão do plano:

  • 4: o número de quilómetros de estrada que são construídos na Índia cada dia.
  • 23 milhões: o número de passageiros que viajam nos comboios indianos cada dia.
  • 1,3 milhões: o número de empregados diretos nas companhias ferroviárias indianas.
  • 12%: o aumento da despesa em investimento em infraestrutura no orçamento da Índia em 2017 quando comparado com 2016.
  • 59 mil milhões: o orçamento alocado para construir e modernizar os rodovias, ferrovias e aeroportos indianos em 2017/2018, em USD.
  • 377 mil milhões: o montante que a Índia planeia investir, entre agentes privados e público, na modernização e construção de novas infra-estruturas no país nos próximos três anos, em USD.

Os desafios, de facto, são significativos, como relembra o World Economic Forum:

Dados Índia

Segue-nos em @oretornodaasia.

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Comentário no Caderno de Economia do Semanário Expresso sobre o papel dos países emergentes (asiáticos) em evitar uma segunda Grande Depressão dez anos atrás

Partilhamos aqui o comentário e leitura sobre o papel dos países emergentes (asiáticos) em evitar dez anos atrás uma segunda Grande Depressão, na série de artigos publicados pelo Jorge Nascimento Rodrigues e pelo João Silvestre no Caderno de Economia do Semanário Expresso.

Expresso Ásia

O papel da China como fator contracíclico e mitigador dos efeitos da crise financeira global foi decisivo. A economia chinesa cresceu com uma taxa anual média de 9,5% em 2008 e 2009, os piores anos da crise. Apesar deste nível de crescimento ser inferior aos 12,8% observados em média nos três anos anteriores à crise financeira global, esta não difere significativamente da média de longo prazo observada desde a década de 80, que é de 10%. De facto, se retirarmos o contributo direto da China para a taxa de crescimento do PIB mundial observada em 2009 (calculada em paridade do poder de compra e a preços correntes), esta teria afundado de 1,0% a -0,3%. Nesse caso, a economia mundial teria encolhido em 2009, e teria registado o menor nível de crescimento em todo o pós-Segunda Guerra Mundial (dados retirados a 6 de agosto de 2017 da World Bank Open Data database). Importa ainda referir que neste cálculo apenas retiramos a China da taxa de crescimento mundial, sem entrar em consideração com os impactos indiretos, mas também benignos e sem dúvida significativos, que, por exemplo, a procura chinesa por matérias-primas terá tido em países como a Austrália ou o Brasil.

Dados China

O papel da China como fator contracíclico e mitigador, altamente resiliente a crises globais e regionais, não se limitou no entanto à crise financeira global de 2008-2009. De facto, importa referir como a China tem contrariado sistematicamente, pela positiva, as previsões de abrandamento do crescimento projetadas para a sua economia, especialmente em períodos de crise.

Em primeiro lugar, recuemos mais dez anos no tempo, de 2007 a 1997. A crise financeira asiática, que depois arrastaria à América Latina, afetou profundamente os níveis de crescimento observados na região, sendo especialmente marcada na Indonésia, Tailândia, Malásia, e Coreia do Sul, com quebras do PIB de 13,1%, 7,6%, 7,4% e 5,5%, respetivamente, em 1998. Todas as previsões macroeconómicas mundiais apontavam para o forte impacto que esta crise iria ter na economia chinesa. A este respeito, a capa da The Economist de 24 de outubro de 1998 (ver abaixo) ilustrava a economia chinesa a ser sugada para o fundo de um remoinho, metáfora da crise financeira asiática. No entanto, a economia chinesa apenas observou um ligeiro abrandamento, tendo registado um crescimento médio surpreendente de 7,8% em 1998 e 1999, e apresentado uma taxa média de crescimento de 10,4% na década que se seguiu.

A China e o contágio

Em segundo lugar, o recente abrandamento da economia chinesa. Este é devido (i) quer ao abrandamento dos ganhos relativos de produtividade próprios de níveis mais elevados de rendimento explicado pelas teorias económicas de convergência; (ii) quer aos efeitos intrínsecos da mudança de modelo de crescimento, de um modelo baseado na industrialização e nas exportações a um outro de serviços e de consumo privado doméstico. O debate macroeconómico sobre a China tem-se dividido entre aqueles que anteveem um hard landing e um soft landing da economia chinesa, isto é, entre aqueles que projetam um abrandamento acelerado do ritmo de crescimento chinês para os níveis médios observados nas economias da OCDE e aqueles que estimam um abrandamento gradual e progressivo. As duas grandes fragilidades atuais da economia chinesa, nomeadamente o endividamento do setor privado e a bolha no setor imobiliário tem sido os principais fatores apontados a este respeito pelos defensores do hard landing. Contudo, e de forma surpreendente após uma década de abrandamento gradual contínuo da economia chinesa, a taxa de crescimento real do PIB chinês acelerou em meados de 2017. A taxa anualizada de 6,9% reportada no segundo trimestre do ano é superior aos 6,7% registados em 2016, e significativamente acima das previsões dos principais organismos internacionais (por exemplo, o FMI apontam para 6,6% em 2017 e 6,2% em 2018). As exportações cresceram em junho a uma taxa anualizada year-on-year de 11,3% (motor externo), mas a taxa anualizada de crescimento real year-on-year das vendas de retalho cresceu também no mesmo mês acima dos 10% (motor interno).

Morgan Stanley

Em jeito de conclusão, concordo com economistas como Stephen Roach, antigo diretor da Morgan Stanley para a Ásia, que têm defendido a existência de uma tendência para menosprezar a resiliência e a capacidade intrínseca de se autoalimentar da economia chinesa. A ótica com a qual olhamos para a economia chinesa continua a ser a mesma com a qual olhamos para as economias da OCDE, sem colocar na equação as especificidades próprias de uma economia centralizada de mais de 1.300 milhões de indivíduos, com taxas de poupança de 45%, com mais de um terço das reservas cambiais globais e com uma população ávida de adotar padrões de consumo mais sofisticados. Por exemplo, (i) o ritmo de crescimento do e-commerce na China não é comparável ao observado noutras economias e o seu impacto merece considerações específicas, ou (ii) a despesa em investigação, desenvolvimento e inovação da China já supera a da União Europeia.

Quanto ao fraco desempenho dos indicadores das Bolsas chinesas, a China é há algum tempo reconhecida como tendo uma excecionalmente fraca ligação com o crescimento da economia real. Em primeiro lugar, as Bolsas chinesas são apenas responsáveis por cerca de 5% do financiamento das empresas e por 2% do investimento em ativos fixos da economia, níveis significativamente aquém dos observados noutras economias desenvolvidas ou emergentes. Em segundo lugar, as Bolsas são uma das áreas nas quais a China se encontra mais atrasada em relação ao resto do mundo. Estas instituições funcionam na China de uma forma muito diferente (e muito menos profissional) à observada nas principais praças financeiras do mundo. Apenas 15% dos investidores em bolsa na China são profissionais financeiros. A maior parte destes investidores são captadores de poupança privada cujo mérito circula de boca a boca, os denominados “Mom and Pop investors”, que olham para a Bolsa como uma espécie de jogo de azar, sem ter grande atenção aos fundamentals da economia, e com posições financeiras altamente alavancadas.

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