Sabias que Angola foi o destino de 25% de todos os empréstimos da China em África entre 2000 e 2015?

Estas e outras conclusões quantificadas sobre o investimento chinês em África estão disponíveis na nova base de dados lançada ontem pela China-Africa Research Initiative da School of Advanced International Studies da Johns Hopkins University.

De entre as mais surpreendentes, as seguintes:

  • Who gets the Lion’s share of the Dragon’s loans?  Angola received 25% of all Chinese loans to Africa between 2000 and 2015, almost all of them backed by Angolan oil.
  • Bloomberg and Fitch, take note: Did China Eximbank really lend more than the World Bank in Africa? SAIS-CARI data shows cumulative 2001 to 2010 China Eximbank loan to Africa amount to only US$27.2 billion, not your figure of US$67.2 billion. The World Bank is still a larger lender than China Eximbank.
  • What do Chinese loans pay for in Africa? Transportation. Between 2000 and 2014, transportation received the largest share: US$23.6 billion worth
  • What are the biggest Chinese loan-financed infrastructure projects in Africa? No. 1: Kenya’s Mombasa-Nairobi Standard Gauge Railway Phase I, funded by US$3.6 billion worth of Chinese loans; No.2: Ethiopia’s Addis-Djibouti Railway, funded at US$2.5 billion. Both were signed in 2013.

A sessão de apresentação em Washington DC tinha por título: Policy Roundtable: How Chinese Money is Transforming Africa: It’s Not What You Think.

JH

 

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Primeira apresentação em Portugal da publicação bandeira do Banco Asiático de Desenvolvimento, o Asian Development Outlook

 

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O GPEARI do Ministério das Finanças e o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD), com o apoio do Instituto Superior de Economia e Gestão, vai organizar a primeira apresentação em Portugal da publicação mais emblemática do Banco Asiático de Desenvolvimento, o Asian Development Outlook.

Esta publicação, que em 2016 analisa 45 economias asiáticas, para as quais inclui projeções de crescimento por país e por região, com particular destaque para a República Popular da China e a Índia, será apresentada pelo Economista-chefe adjunto do BAsD, Juzhong Zhuang, que irá revelar as principais conclusões do estudo realizado sobre o potencial de crescimento da região da Ásia e do Pacífico.

O evento irá ainda contar com a presença de outros oradores conceituados do meio académico e empresarial nacional.

Fica aqui o convite para quem queria estar presente.

 6 de abril de 2016

10:30 – 12:30

ISEG – Anfiteatro 1, Edifício Quelhas. Rua do Quelhas 6, Lisboa

 Inscrições e informações adicionais: vanessa.rei@gpeari.min-financas.pt.

 Organização:

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A China já emprestou o dobro à América Latina do que todo o resgate da troika a Portugal

Este montate é especialmente relevante se considerarmos que Portugal era até há bem pouco o maior devedor do FMI

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Vejamos como.

Sai Cristina Kirchner da Casa Rosada. Acabam 12 anos e meio de Governo do casal Kirchner. Mauricio Macri, antigo Presidente do Boca Juniors e com um partido fundado em 2005, consegue algo que parecia impossível um ano antes nas sondagens e torna-se Presidente da República Argentina a 10 de dezembro passado. Seis dias depois, o Ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay, cumpre o seu programa eleitoral e anuncia o final das limitações à compra de dólares americanos no país estabelecido em 2011 pela anterior Presidente. O peso argentino depreciou até 40% nos dias seguintes. Macri fala de uma “depreciação controlada”, mas para controlar o ritmo da depreciação precisa de divisas.

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Surge mais uma vez a necessidade da Argentina recorrer a fontes adicionais de divisas externas para fazer face à queda do peso, em particular de dólares americanos.

Quais seriam as fontes tradicionais? O FMI não, claro. Por razões ideológicas, pelos recentes incumprimentos do lado argentino e pela reputação, péssima, daquela instituição junto dos argentinos pelas suas políticas no passado recente. Os EUA, como fonte primária de dólares americanos, também não. O pedido de assistência argentino e as negociações bilaterais a decorrer atualmente entre ambos os países não deverão produzir acordos significativos, dado o atual timing político americano. A Europa? O défice de financiamento de muitas das suas economias impedem-na de se aventurar em apoios externos. Os seus vizinhos latino-americanos? Por dimensão, o México e o Brasil poderiam ser uma opção, mas, para além da forte rivalidade entre ambos os países, este encontra-se em recessão profunda.

Quem resta para ajudar o Banco Central da Argentina a controlar o ritmo da depreciação da sua moeda?

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Mais uma vez, a China salva a Argentina. Já em 2014, no seguimento do acórdão do tribunal norte-americano contra o Governo argentino e em favor dos fundos abutres, o Banco Popular da China tinha acordado com o seu análogo argentino uma troca de yuans y pesos no montante de USD 11 mil milhões (cerca de 5% do PIB português). As condições? Essas divisas apenas poderiam ser usadas para importar produtos chineses (segundo parceiro comercial argentino) e pagariam juros anuais de 4% na divisa norte-americana. Na passada terça-feira, a China concordo em trocar USD 3,1 mil milhões de yuans que a Argentina possui para dólares norte-americanos como primeira tranche da ajuda.

Resultado, a comunicação social, apesar do normal impacto deste tipo de depreciações na inflação, fala numa das “mais tranquilas depreciações de que há sinal”.

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Mais um passo na hegemonia económica da China na região da América Latina. O gigante asiático, com acordos de livre comércio em vigor com Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Perú, e Venezuela, entre outros, é já o maior financiador da região, superior à soma do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. USD 75 mil milhões (equivalente ao resgate da troika a Portugal em 2011) apenas entre 2005 e 2011, com condicionalismos facilmente aceitáveis por contrapartida a matérias-primas e petróleo e com condições financeiras mais favoráveis do que estes últimos.

Mas também mais um passo na cada vez maior preeminência da China nas finanças internacionais que terá como corolário a inevitável internacionalização do renminbi. Desde o início da crise financeira global em 2008, a China assinou mais de 40 acordos bilaterais de troca de moeda, com a União Europeia, Rússia, Canadá, Brasil, Argentina, Japão ou Paquistão, entre outros. Agora que a moeda chinesa faz parte do cabaz de moedas de reserva do FMI, a China abre centros financeiros por todo o mundo para promover o comércio e a emissão de dívida pública e privada em yuans. Uma primeira colocação ocorreu na city londrina em outubro passado. Várias praças financeiras rivalizam por ser o segundo local europeu de emissão de dívida em yuans, entre eles Lisboa.

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Interesting times to come.

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BFFs

A Índia e o Paquistão representam uma das maiores ameaças nucleares mundiais. Os dois países asiáticos estiveram em guerra quatro vezes desde a segunda guerra mundial. A última em 1999 na denominada Guerra de Kargil.

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O maior foco de tensão, o Estado de Caxemira, de maioria muçulmana, sobre o qual ambos os países reclamam soberania. Também os vários ataques terroristas com origem paquistanês realizados nos últimos anos na Índia, como o ataque ao parlamento indiano em 2001 ou os ataques em Mumbai em 2008.

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Em 1998, ambas as potências tinham realizado múltiplos testes com bombas nucleares tendo por objetivo intimidar e responder às provocações do seu vizinho.

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No entanto, os seus presidentes, Narendra Modi e Nawaz Sharif, são agora no entanto BFFs (Best Friends Forever). Depois de um primeiro encontro em Paris à margem da Conferência do Clima onde ambos os Chefes de Estado concordaram em iniciar um processo de paz entre os dois países, Modi, vindo de uma visita de Estado ao Afeganistão, fez uma escala surpresa (tataaaaaaann) de um par de horas em Lahore apenas para dar os parabéns pelo seu aniversário a Sharif..

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e dar-lhe um bom abraço.

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Modi até encontrou a residência de Sharif decorada com os restos das celebrações do casamento da neta deste último, demonstrando que não estavam à espera da visita do Presidente indiano, que apenas tinha anunciado esta visita surpresa já no aeroporto de Kabul à entrada do avião presidencial. E Sharif até acompanhou Modi no seu regresso ao aeroporto de Lahore para se despedir dele com mais calma. É a primeira visita, se pode ser assim considerada, de um presidente indiano ao Paquistão em 11 anos. E ficamos também a saber que altos funcionários de ambos os países tinham iniciado reuniões bilaterais semanas antes em Banguecoque para tratar de uma eventual saída política para o conflito de Caxemira.

Não esquecer que no Sul da Ásia (que engloba Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal, Butão, Sri Lanka e Maldivas ) reside cerca de um quarto da população mundial (24,7%), com cerca de 1,7 mil milhões de pessoas.

Uma excelente prenda de Natal para o mundo!

A não perder também análise do nosso amigo Constantino Xavier a este respeito na TSF.

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Os chineses gastam num só dia na Espanha o mesmo que os europeus numa semana

19 de setembro de 2015. Apple lançava o iphone 6 na Espanha. Nesse mesmo dia, as lojas da Apple em Madrid tinham uma presença marcadamente chinesa. A própria Huawei tinha dado aos seus empregados chineses o dia livre para irem comprar o seu Iphone, apesar de serem concorrência da marca chinesa. O preço dos telemóveis da maçã custam o dobro em Pequim do que em Madrid, ou em Lisboa. Eis a razão da forte procura.

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Mas este novo nicho de mercado para a indústria turística não procura preços em conta. Entram na Espanha com as malas vazias, e voltam a casa com sacos cheios de malas de mulher, sapatos, roupas de alta gama, tratamentos exclusivos de beleza, relógios e joias, por esta ordem, segundo a consultora Nielsen.

Foram os chineses que salvaram na Espanha a indústria do consumo de alta gama na altura da crise.

“Antes os nossos melhores clientes eram construtores. Agora os turistas chineses. São eles os nossos novos ricos”, nas palavras de um empregado de uma ouriversaria em La Moraleja, condomínio de Madrid onde mora David Beckham ou Sergio Ramos, entre outros.

Lojas de luxo da Calle Serrano em Madrid ou de Paseo de Gracia em Barcelona atribuem cerca de 70% das suas vendas a cidadãos chineses. Todas estas lojas passaram a incluir entre os seus empregados, claro, elementos que falam mandarim e conhecem as suas normas de cortesia.

Mas o fenómeno é mais amplo, com efeitos não apenas na indústria de luxo.

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É uma transição em pirâmide, com mudanças também em níveis intermédios da sociedade. 40 milhões de chineses passam a fazer parte da denominada classe média todos os anos, constituindo-se como novos clientes nos mercados de viagens, de automóveis, … E a tendência é clara. A OCDE projeta que 66% da classe média mundial estará na Ásia em 2030: cerca de 2 mil milhões de potenciais clientes.

O próprio El Corte Inglés tem criado em Espanha espaços específicos para recebé-los em mandarim, enviam as suas compras aos seus hotéis e tratam do seu tax free de forma gratuita. Estes clientes, contrariamente ao que se possa pensar, não são milionários. Apenas classe média que saem da China com muita vontade de ir às compras. São esses os seus souvenirs. Destinar meses dos seus salários a comprar malas Loewe, sapatos Jimmy Choo, relógios Cartier e, claro, o seu favorito Iphone, que, mesmo assim, custam metade do preço do que na China.

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“A aparência é muito importante para eles. Luxo é sinal do seu novo status social, prémio à sua ascensão social. Um relógio comprado com anos da sua poupança é para eles o prémio finalmente merecido”, explica Susana Campuzano, Diretora do programa de investigação em mercados de luxo da IE Business School. Ter produtos comprados na Europa acrescenta ao seu status e garante que não são imitações. Nas suas viagens podem saltar uma das visitas previstas a um museu, mas não a um centro comercial.

O próprio Governo chinês incentiva esta mudança de mentalidades, para minimizar a inequidade social e para potenciar a manutenção do seu crescimento económico através do consumo privado.

Mais de 300 mil chineses visitaram a Espanha em 2014 e as previsões apontam para alcançar 1 milhão em 2015 (!). O gasto médio por turista chinês na Espanha tem crescido de 1.000 euros em 2004 a 5.700 euros em 2015, muito superior aos cerca de 800 euros dos turistas europeus.

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Por analogia, cerca de 110 mil turistas chineses visitaram Portugal em 2014, um aumento de 48% face a 2013. As projeções apontam para 250 mil turistas dessa nacionalidade em 2015. Qualquer morador de Lisboa está já habituado à sua presença, sobretudo em zonas comerciais.

E mais estão para vir. 

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Coreia Contemporânea e Global

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…um curso no Museu do Oriente..mais info aqui.

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Shinzo Abe e Aniversário do Fim da Guerra do Pacífico

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Diz que “as novas gerações não devem ter que continuar a se desculparem pela guerra”…mais aqui.

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