MSF ganha contrato em Omã de EUR 126 milhões financiado pelo Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

Ficávamos a saber em novembro passado que a MSF Engenharia tinha tido um novo sucesso além fronteiras com a adjudicação da execução do projeto “Construction of Roads, Infrastructure and Buildings at the Commercial Terminal and Operational Zone Areas, Port of Duqm (IP2)” no Omã, em parceira com a empresa turca Serka Taahhut. O montante do contrato que a MSF irá executar, ao longo de 30 meses, representa metade dos EUR 252,8 milhões do total.

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O que ficámos a saber mais tarde foi que o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas, do qual Portugal se tornou acionista de pleno direito em 8 de fevereiro passado, aprovou USD 265 milhões de financiamento a esse mesmo projeto.

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Assim, o contrato ganho pela MSF Engenharia constitui-se como o primeiro contrato de execução de obras públicas ganho por empresas portuguesas financiado pelo BAII.

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Créditos chineses a Angola em níveis recorde em 2014

A China-Africa Research Initiative da School of Advanced International Studies da Johns Hopkins University lançou no passado dia 23 de fevereiro a mais recente atualização da sua inestimável base de dados sobre empréstimos da República Popular da China a países africanos (dados cobrem agora o período 2000-2014), coordenada pela Professora Deborah Brautigam e pelo Jyhjong Hwang.

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Das principais conclusões a apontar importa realçar:

  • Angola foi o principal beneficiário de empréstimos da República Popular da China no continente africano (com USD 21,1 mil milhões no período considerado).
  • 2014 foi o ano de maior concessão chinesa de créditos a Angola, com um total de USD 4,8 mil milhões, quase o dobro do valor observado em 2013.
  • 56% do financiamento surge ligado aos setores dos transportes, energia e telecomunicações.
  • Apenas 10% do financiamento está relacionado com a exploração de petróleo e de minérios. No entanto, destes, 83% foi destinado diretamente à Sonangol.
  • A República Popular da China consome 49% do petróleo angolano, parcialmente como contrapartida a esses empréstimos, apesar de apenas cerca de 10% do petróleo produzido em Angola ser explorado por empresas chinesas (setor amplamente dominado por empresas ocidentais, como a ExxonMobil e Total).
  • As taxas de juro observadas são semelhantes às praticadas pela banca ocidental, encontrando-se o principal fator diferenciador na maior maturidade dos empréstimos chineses. De facto, a menor taxa de juro observada no período (do China Eximbank, LIBOR mais 125 pontos base) é mais cara do que a constatada em outros empréstimos concedidos ao setor petrolífero angolano pela banca ocidental (de LIBOR mais 100 pontos base).
  • Os empréstimos chineses em África apresentam taxas de juro inferiores e maturidades mais longas do que aquelas praticadas na América Latina.
  • Normalmente os empréstimos chineses em Angola estão em 70% ligados à aquisição de bens e serviços chineses, muito embora não ao uso de mão-de-obra chinesa.
  • Três dos cinco principais países beneficiários dos empréstimos chineses também se encontram entre os cinco principais beneficiários do Banco Mundial.
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As “novas” necessidades de financiamento em infraestruturas da Ásia

Um dos principais constrangimentos à concretização do século asiático é o gap em infraestruturas existente na região da Ásia e do Pacífico (em energia, em transporte, em água e saneamento, telecomunicações…).

O primeiro passo para diminuir este gap é obviamente conhecer quais essas necessidades e qual o financiamento necessário para as satisfazer.

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Pela primeira vez, em 2009, foram estimadas essas necessidades de financiamento.

O estudo do Banco Asiático de Desenvolvimento, “Infrastructure for a seamless Asia“, que estimava as necessidades de financiamento em USD 750 mil milhões por ano entre 2010 e 2020, tornou-se uma referência central de todas as publicações e estudos em project finance em infraestruturas e em desenvolvimento na região.

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Pois bem, o Banco vai lançar na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, a atualização desse estudo, oito anos depois!

Mais informações aqui.

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Lançada a maior base de dados sobre infraestruturas em Ásia

O Center for Strategic and International Studies, um dos maiores think tanks americanos, reforçou fortemente o seu projeto bandeira Reconnecting Asia com a assinatura no passado dia 17 de fevereiro em Washington DC de uma parceria com a Banco Asiático de Desenvolvimento, o Instituto do Banco Asiático de Desenvolvimento e o maior think tank asiático Think Asia.

Com esta parceria, o Reconnecting Asia passa a fornecer informação e mapas detalhados sobre infraestruturas de transporte, energia e outras na Ásia, fechando o gap de informação atualmente existente.

Mapping continental ambitions!

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É oficial! Portugal torna-se o 52.º acionista do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

Com o depósito no Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China dos respetivos Instrumentos de Ratificação e de Subscrição a 8 de fevereiro passado, Portugal tornou-se oficialmente o 52.º acionista do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura. A listagem completa de acionistas pode ser consultada aqui.

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Cinco dos 57 prospective founding members que assinaram o Acordo Constitutivo do Banco em junho de 2015 ainda não o ratificaram (têm até 31 de dezembro de 2017 para o fazer), designadamente África do Sul, Brasil, Espanha, Kuweit, e Malásia. 13 novos acionistas asiáticos, americanos, africanos e europeus, entre eles BélgicaCanadáTimor-Leste, deverão ainda somar-se ao Banco ainda este ano.

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Nova fornada de recrutamento de staff no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

O Asian Infrastructure Investment Bank, do qual muito temos vindo a falar no nosso blogue, e que conta para já com apenas 90 staff, divulga no seu site 17 novas vagas para staff altamente qualificado, nas mais diversas áreas do Banco. A sede é em Pequim.

São aceites candidaturas até 13 de fevereiro.

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Mais informações aqui.

 

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O Banco Mundial lança curso online gratuito sobre a maior história de desenvolvimento de todos os tempos: a Coreia do Sul

O Banco Mundial lança hoje um MOOC (Massive Open Online Course) de quatro semanas na plataforma edX sobre as Policy Lessons from South Korea’s Development“.

Video promocional aqui.

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Há sessenta anos, a Coreia do Sul era um dos países mais pobres do mundo, destruída por uma guerra que resultou na divisão do país em dois. Muitos analistas políticos previam a sua absorção económica pela Coreia do Norte. Hoje, é a 11.ª economia do mundo, uma democracia e um Estado de direito vibrante (ver o recente caso de corrupção que envolve a Presidente Park Geun-hye) e um soft power emergente (ver o caso do k-pop).

As lições a retirar do processo de desenvolvimento da Coreia por parte de países de rendimento baixo e médio (e não só) são preciosas.

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E apenas tem um custo do vosso tempo de cerca de 4-5 horas semanais! (e o certificado por apenas USD 5!)

What you’ll learn

  • The factors that contributed to South Korea’s remarkable performance from the 1960s to the 1990s and how some of its policies could be applied to similar effect today
  • The strategies used to build a science, technology and innovation system and to nurture innovation capability
  • The forward looking developments promoting diversification into advanced manufacturing, tradable services and digital/green technologies
  • Current efforts to upgrade skills and productivity of an ageing workforce and the strengthening of a social safety net
  • The city of Songdo; the effectiveness, scalability and applicability of its green and smart technologies.
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